Suspeito é preso com 18 envelopes de cocaína no Lago Norte
Prisão ocorreu durante uma entrega, segundo a 9ª Delegacia de Polícia, que apura o uso do delivery para dificultar a identificação pelos vizinhos
Um homem de 30 anos foi preso na segunda-feira (3) com 18 envelopes de cocaína lacrados com fita adesiva, no Lago Norte, em Brasília. A ação foi executada por policiais civis da 9ª Delegacia de Polícia, responsável pela região, e ocorreu no momento em que ele fazia uma das entregas.
Segundo a corporação, o suspeito atuava na modalidade conhecida como delivery, com entregas combinadas previamente e feitas em prédios residenciais da área. O material apreendido estava porcionado, formato usado para venda direta ao consumidor.
O padrão que a delegacia acompanhava
O delegado-adjunto da 9ª DP, Ronney Marcelo, afirmou que a prisão reforça um padrão que já vinha sendo monitorado pelas equipes: o uso do chamado delivery de drogas, que torna a identificação pelos vizinhos mais difícil. Sem ponto fixo de venda, a movimentação se confunde com a rotina de entregas dos condomínios.
A abordagem aconteceu no momento de uma das entregas, o que permitiu a prisão em flagrante. O suspeito responde pelo crime de tráfico de drogas e permanece à disposição da Justiça. A defesa não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
O modelo dispensa a boca de fumo tradicional. O contato é feito por aplicativo de mensagem, o pedido chega porcionado e a entrega acontece na portaria ou na rua, em deslocamento rápido de moto ou de carro. Sem ponto fixo, some o sinal mais visível do comércio de drogas, que é o aglomerado de pessoas no mesmo endereço.
O que prevê a lei
O tráfico está tipificado no artigo 33 da Lei 11.343, de 2006, com pena de reclusão de cinco a quinze anos e multa. A quantidade apreendida, a forma de acondicionamento e as circunstâncias da abordagem são os elementos usados para distinguir o tráfico do porte para consumo pessoal, que tem tratamento diferente na mesma lei.
No caso do Lago Norte, o porcionamento em envelopes lacrados e a entrega combinada são os pontos que a polícia aponta como indício de comércio. Cabe ao Ministério Público oferecer a denúncia e à Justiça decidir sobre o enquadramento.
Como denunciar
A Polícia Civil do Distrito Federal mantém canais para receber informações sobre pontos de venda e movimentações suspeitas. A denúncia pode ser anônima e não exige identificação de quem informa.
- 197, Disque Denúncia da Polícia Civil, disponível 24 horas.
- 190, Polícia Militar, para situação em andamento.
- Delegacia da circunscrição, para registro presencial.
Enquanto não houver condenação com trânsito em julgado, o preso é tratado como suspeito, conforme prevê a legislação penal brasileira.
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