Segurança

Mulher morta a facadas atrás de escola em Ceilândia é identificada pela PCDF

Hildene Rodrigues da Silva, de 37 anos, foi atacada na QNN 3; caso é investigado como feminicídio pela Deam II

A mulher morta a facadas na QNN 3, atrás do Centro de Ensino Fundamental 35, em Ceilândia Norte, foi identificada pela Polícia Civil do Distrito Federal como Hildene Rodrigues da Silva, de 37 anos. O crime ocorreu na madrugada de 13 de agosto e é investigado como feminicídio pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) II.

Segundo a apuração da PCDF, o ataque aconteceu por volta das 5h50. A vítima foi socorrida e chegou ao hospital em parada respiratória. As equipes tentaram reanimá-la, sem sucesso.

Hildene estava em situação de rua. Moradores da região relatam que o ponto onde ela foi encontrada é usado para tráfico e consumo de drogas, informação que integra as linhas de investigação. O autor do crime não foi identificado até esta quarta-feira, 19, e segue foragido.

O que a investigação apura agora

A Deam II trabalha com a coleta de imagens de câmeras de segurança do entorno da escola e com o depoimento de moradores e de pessoas que conviviam com a vítima. A perícia do Instituto de Criminalística ainda não concluiu o laudo, peça que costuma orientar a fase seguinte do inquérito.

A identificação da vítima é etapa necessária para reconstituir a rotina dela nas horas anteriores ao crime e para localizar testemunhas. O caso foi registrado na madrugada de 13 de agosto.

O que muda quando o caso é tratado como feminicídio

A classificação define a delegacia responsável e o rito da investigação. Desde a Lei 14.994/2024, o feminicídio deixou de ser qualificadora do homicídio e passou a ser crime autônomo, com pena de reclusão de 20 a 40 anos. A mudança também ampliou as hipóteses de agravamento, entre elas o crime cometido em local público.

Enquanto a autoria não é apontada, o inquérito corre sem indiciado. A tipificação inicial pode ser revista se a apuração afastar a motivação de gênero, o que remeteria o caso à Delegacia de Homicídios da circunscrição.

Onde denunciar

Quem tiver informações que ajudem a localizar o autor pode acionar os canais da Polícia Civil. As denúncias podem ser anônimas.

  • Disque-Denúncia da PCDF: 197
  • Emergência: 190
  • Central de Atendimento à Mulher: 180
  • Delegacia Eletrônica: delegaciaeletronica.pcdf.df.gov.br

O Distrito Federal mantém quatro delegacias especializadas no atendimento à mulher, além de plantão em unidades regulares. A Deam II atende as ocorrências de Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Brazlândia.

A PCDF não divulgou se há suspeito identificado no inquérito. A corporação também não informou prazo para a conclusão da investigação.

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