Casal é preso por trocar boleto de seguro por Pix falso no DF
Operação Desvio de Rota, da PCDF, prendeu os dois em Guarulhos; veja como o golpe funciona e como se proteger
Um homem de 28 anos e uma mulher de 26 foram presos em Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta segunda-feira, 17, suspeitos de invadir sistemas de corretoras de seguros e trocar a forma de cobrança dos clientes por chaves Pix controladas pela dupla. A ação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
A operação recebeu o nome de Desvio de Rota. Foram cumpridos dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão. Segundo a investigação, os suspeitos acessavam o sistema das corretoras e alteravam o meio de pagamento das apólices: cobranças que sairiam por débito automático ou boleto passavam a ser emitidas em Pix.
Feita a alteração, a dupla entrava em contato com o cliente pelo WhatsApp se apresentando como representante da corretora e oferecia desconto de até 5% para quem pagasse na hora. A vítima transferia o valor acreditando estar quitando o seguro, e o dinheiro caía em conta dos investigados. A PCDF não divulgou o total desviado nem o número de clientes atingidos.
Os dois vão responder por invasão de dispositivo informático e estelionato qualificado cometido por meio eletrônico. Somadas, as penas podem chegar a 12 anos de reclusão.
Por que esse golpe engana
O golpe não começa com uma mensagem aleatória. Ele começa dentro do sistema da empresa, o que faz a abordagem chegar com dados corretos: nome completo, número da apólice, valor exato da parcela e data de vencimento. Quando o cliente recebe a mensagem, ela confere com o que ele realmente contratou, e a desconfiança que normalmente barra o golpe não aparece.
O desconto por pagamento imediato cumpre a segunda função: criar pressa. A vítima decide em minutos, sem conferir o canal oficial.
Como se proteger
- Desconfie de troca de meio de pagamento comunicada por WhatsApp, mesmo que a mensagem traga seus dados corretos.
- Antes de pagar, ligue para a corretora ou a seguradora usando o telefone que consta na apólice ou no site oficial, nunca o número que enviou a mensagem.
- Confira o nome do titular da chave Pix na tela de confirmação do aplicativo do banco. Cobrança de empresa cai em CNPJ, e o nome exibido precisa bater com o da corretora.
- Estranhe desconto por pagamento imediato. A pressa é parte do golpe.
- Se já pagou, acione o Mecanismo Especial de Devolução no aplicativo do banco em até 80 dias e registre ocorrência.
Vítimas no Distrito Federal podem registrar a ocorrência pela Delegacia Eletrônica da PCDF, em pcdf.df.gov.br/servicos/delegacia-eletronica, ou presencialmente em qualquer delegacia. Casos de invasão de sistema e fraude eletrônica são apurados pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos.
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