Segurança

Mulher é morta a facadas na QNN 3 e PCDF investiga feminicídio em Ceilândia

Vítima foi encontrada por equipes do Corpo de Bombeiros na madrugada de quinta e não resistiu; caso está com a Deam II e ninguém foi preso até agora

Uma mulher foi morta a facadas na madrugada de quinta-feira (13/8) na QNN 3, em Ceilândia. O caso é investigado como feminicídio pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) II, da Polícia Civil do Distrito Federal.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 5h50 e encontraram a vítima com várias perfurações provocadas por arma branca. Ela foi levada ao Hospital Regional de Ceilândia, chegou em parada respiratória e as tentativas de reanimação não tiveram êxito.

O que a polícia informou

Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso. A PCDF trabalha para identificar o autor do crime e não divulgou a dinâmica do ataque.

A identidade da vítima não foi divulgada. A corporação também não informou a idade.

O que está confirmado sobre o caso:

  • Quando: madrugada de quinta-feira, 13 de agosto de 2026, por volta das 5h50
  • Onde: QNN 3, em Ceilândia
  • Socorro: Corpo de Bombeiros levou a vítima ao Hospital Regional de Ceilândia
  • Quem investiga: Deam II, da Polícia Civil do DF
  • Prisão: nenhuma até o momento

Como pedir ajuda e denunciar

A Deam é a delegacia especializada no atendimento a mulheres vítimas de violência no Distrito Federal e concentra os inquéritos de feminicídio e de violência doméstica. O registro pode ser feito presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica da PCDF.

Quem tiver informações sobre o caso pode acionar o 197, canal de denúncias da Polícia Civil do Distrito Federal, com atendimento 24 horas e possibilidade de anonimato. Em situação de emergência em curso, o número é o 190, da Polícia Militar.

Mulheres em situação de violência também podem ligar para o 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, é gratuito e orienta sobre medida protetiva de urgência e sobre a rede de acolhimento.

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A medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha pode ser pedida na delegacia, sem advogado, e o juiz tem até 48 horas para decidir. Entre as medidas estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato com a vítima e a restrição de aproximação.

O feminicídio é qualificadora do homicídio desde 2015 e passou a ser tipo penal autônomo em 2024, com pena de reclusão de 20 a 40 anos. A configuração exige que o crime tenha sido cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, o que inclui violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Ceilândia é atendida pela Deam II, uma das duas delegacias especializadas no atendimento à mulher do Distrito Federal. A unidade concentra o registro de ocorrências de violência doméstica das regiões administrativas do oeste do DF e funciona em regime de plantão.

Além da delegacia, a rede de atendimento do DF inclui a Casa da Mulher Brasileira, que reúne no mesmo endereço delegacia, juizado, Ministério Público, Defensoria e acolhimento psicossocial, com funcionamento 24 horas.

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