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Ônibus podem parar no DF: o metrô abre às 5h30, custa R$ 5,50 e liga a quatro terminais

A greve dos rodoviários não atinge o metrô; veja horário, tarifa, pico oficial e onde trocar de modal

Neste texto5 tópicos
  1. A que horas abre e quanto custa
  2. O horário de pico oficial, e o que ele significa na plataforma
  3. As quatro estações que ligam o metrô a terminais de ônibus
  4. Como saber se a sua linha de ônibus está rodando
  5. O que ainda pode mudar antes de segunda

Se os ônibus pararem na próxima segunda-feira, o metrô continua andando. A greve aprovada pelos rodoviários do Distrito Federal para o dia 28 atinge as concessionárias de ônibus, não a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, que tem categoria e acordo coletivo próprios.

O sistema transporta cerca de 175 mil pessoas por dia em condição normal. Numa segunda-feira sem ônibus, esse número sobe. Vale saber de antemão a que horas o trem abre, quanto custa e em quais estações dá para trocar de modal.

Plataforma da Estação Shopping do Metrô-DF, com placa indicando sentido Central
A Estação Shopping é uma das quatro ligadas a terminais rodoviários, ao lado da Rodoviária Interestadual.Foto: Andréia Bohner/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A que horas abre e quanto custa

Os dados são os publicados pelo site oficial do Metrô-DF. A tarifa é única, de R$ 5,50, sem variação por distância, e o pagamento pode ser feito em dinheiro na bilheteria, por aproximação com cartão de crédito ou débito direto na catraca, ou com o cartão BRB Mobilidade.

  • Segunda a sábado: das 5h30 às 23h30
  • Domingos: das 7h às 21h30
  • Feriados: das 7h às 19h
  • Tarifa: R$ 5,50, única
  • Central de atendimento: (61) 3353-7373
  • Ouvidoria por WhatsApp: (61) 99265-1178

Atenção a uma divergência entre as fontes oficiais da própria companhia: a Carta de Serviços ao Cidadão de 2025, atualizada em junho daquele ano, registra fechamento às 19h aos domingos e feriados. O site, atualizado depois, traz 21h30 aos domingos. Para viagem no fim de semana, confirme no site ou pela central antes de sair.

O horário de pico oficial, e o que ele significa na plataforma

A Carta de Serviços define o pico como o período de segunda a sexta-feira das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30. É a faixa em que a companhia coloca mais trens na via, e é também a que vai ficar mais cheia se o ônibus faltar.

O mesmo documento traz um detalhe que muda a espera de quem mora em Samambaia: a cada três trens que partem da Estação Central no pico, um segue para Samambaia e dois para Ceilândia. O ramal de Ceilândia tem 14,31 km e o de Samambaia, 8,8 km, num sistema de 42,38 km no total.

Tabela com as quatro estações do Metrô-DF e os terminais rodoviários a que cada uma se liga
Onde o trem encontra o ônibus, segundo a própria Carta de Serviços da companhia.Arte: Daqui de Brasília, sobre a Carta de Serviços do Metrô-DF

As quatro estações que ligam o metrô a terminais de ônibus

Essa é a informação que mais importa em dia de paralisação, porque é onde a baldeação acontece. A companhia lista quatro:

  • Estação Central: Rodoviária do Plano Piloto
  • Estação Shopping: Terminal Rodoviário Interestadual de Brasília
  • Estação Asa Sul: Terminal Asa Sul, com integração ao sistema rodoviário
  • Estação Centro Metropolitano: Terminal Rodoviário de Taguatinga

As estações da Asa Sul têm passagens subterrâneas que ligam as superquadras 100 e 200 e dão acesso aos pontos de ônibus dos eixos W e L Sul nos dois sentidos. Na Praça do Relógio, uma passagem subterrânea liga os lados norte e sul do centro de Taguatinga. São atalhos a pé que economizam tempo quando a linha de alimentação não aparece.

Como saber se a sua linha de ônibus está rodando

O aplicativo DF no Ponto, da Secretaria de Transporte e Mobilidade, mostra a posição do veículo em tempo real por linha e por parada. Em greve, ele vale mais que o quadro de horários do ponto.

O transporte coletivo é serviço essencial pela Lei de Greve, e sindicato e empresas ficam obrigados a manter frota mínima em circulação. O percentual costuma ser fixado pela Justiça do Trabalho quando não há acordo entre as partes, e não estava definido até esta quinta-feira. Se a linha não passar, a reclamação vai para a Ouvidoria da Semob, pelo 162.

O que ainda pode mudar antes de segunda

A greve foi aprovada em assembleia no dia 20 de setembro e está condicionada à ausência de contraproposta das empresas até domingo, 27. A pauta tem três itens: reajuste salarial, renovação do acordo coletivo vencido em 30 de julho e garantia de emprego para os cobradores.

O DF já viveu o risco inverso em agosto, quando os metroviários marcaram assembleia de greve e o trem é que ficou ameaçado. E o sistema tem gratuidade fixa em domingos e feriados, uma regra que vale para ônibus e metrô e muita gente ainda não usa.

Acompanhe o site do Metrô-DF e o aplicativo DF no Ponto no domingo à noite. É quando o resultado da negociação aparece, e dá para decidir com uma noite de antecedência se a segunda-feira começa mais cedo.

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