Cidades

Metrô-DF falha em duas estações e evacua passageiros pela terceira vez em um mês

Águas Claras e Praça do Relógio tiveram falha de energia nos trilhos em 24 de setembro

Uma falha na alimentação de energia dos trilhos interrompeu a circulação de trens do Metrô-DF nas estações Águas Claras e Praça do Relógio na noite de 24 de setembro, uma quinta-feira. Passageiros foram retirados dos vagões pela passarela de emergência com apoio da equipe de segurança do metrô, e ninguém ficou ferido, segundo a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal.

Em nota, o Metrô-DF confirmou o problema técnico e informou que uma equipe foi deslocada imediatamente para diagnosticar e resolver a falha. A circulação foi normalizada depois do reparo, mas a companhia não detalhou publicamente quanto tempo os trens ficaram parados nem quantas composições foram afetadas pelo incidente.

Não foi a primeira falha do mês

O episódio de 24 de setembro repete um padrão que já havia aparecido em agosto. No dia 27 daquele mês, um trem apresentou falha na sinalização das portas na Estação Central, provocando tumulto entre os passageiros; a composição foi retirada de circulação e levada para avaliação da manutenção, com os serviços normalizados antes das 20h do mesmo dia. Três dias antes, em 24 de agosto, estações entre Central e Asa Sul chegaram a fechar temporariamente depois de uma descarga elétrica atingir o sistema de sinalização que autoriza a movimentação dos trens.

Juntos, os três episódios em um intervalo de um mês mostram que a rede, que liga Ceilândia e Samambaia ao Plano Piloto, tem enfrentado problemas recorrentes em dois pontos distintos do sistema: a parte elétrica dos trilhos e a eletrônica de sinalização dos trens e das portas. Hoje o Metrô-DF tem 42,3 quilômetros de extensão, 27 estações e transporta cerca de 160 mil passageiros por dia, segundo dados oficiais da companhia; a expansão em obras em Samambaia e Ceilândia deve levar a rede a 48,2 quilômetros e a até 180 mil passageiros diários.

O histórico recente de paralisações soma-se a um ano de instabilidade para quem depende do transporte público no DF. Em agosto, os metroviários chegaram a discutir greve em assembleia, decisão que acabou adiada depois de negociação mediada pelo TRT-10. Já o transporte sobre rodas também passou por paralisações no mesmo período, quando a Câmara Legislativa aprovou crédito suplementar de R$ 508 milhões para o sistema de ônibus e metrô do DF.

Como agir numa evacuação do metrô

Em caso de falha com retirada de passageiros pela via, o protocolo do Metrô-DF orienta a seguir as instruções da equipe de segurança presente na composição e na estação, caminhar apenas pela passarela de emergência sinalizada e nunca descer sozinho para os trilhos sem autorização, já que a rede pode permanecer energizada em outros trechos durante o reparo. Passageiros que presenciarem uma falha podem registrar reclamação ou pedir informação pelo telefone 156 da Central de Atendimento do GDF ou pelos canais oficiais do Metrô-DF nas redes sociais.

O episódio de 27 de agosto na Estação Central também expôs a mesma rotina: trem retirado de circulação, equipe de manutenção acionada e normalização ainda no mesmo dia, antes das 20h. A recorrência de falhas elétricas e de sinalização em meses seguidos é o que torna o caso de 24 de setembro diferente de um incidente isolado, e é esse padrão, mais do que qualquer pane isolada, que o usuário do metrô no DF precisa acompanhar nos próximos boletins da companhia.

Quem depende da linha para o trabalho ou para a rotina de aulas fica sujeito a essa instabilidade sem aviso prévio: por ser falha técnica, e não manutenção programada, não há como prever o horário nem a estação em que o problema vai acontecer. A Companhia do Metropolitano não divulgou, até a publicação desta matéria, um balanço consolidado de falhas técnicas em 2026 nem um plano específico de manutenção preventiva para os trechos que concentraram as três ocorrências do último mês.

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