Segurança

Avó é presa com haxixe ao visitar preso na Papuda com os netos

Scanner corporal apontou droga escondida durante a revista na ala masculina; caso foi registrado na 30ª DP, em São Sebastião

Uma mulher de 47 anos foi presa em flagrante ao tentar entrar com haxixe no Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião, na segunda-feira (17). Ela estava acompanhada de dois netos quando passou pelo scanner corporal usado na revista de visitantes da ala masculina.

O equipamento apontou a presença de material estranho, e a inspeção encontrou cerca de 100 gramas da droga. A mulher foi encaminhada à 30ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião, onde o caso foi registrado.

O dia de visita é o momento de maior circulação de pessoas nas unidades prisionais e concentra as tentativas de entrada de material proibido. A revista eletrônica foi adotada justamente para reduzir esse fluxo sem submeter o visitante ao procedimento manual, considerado invasivo e proibido pela legislação em vigor.

Como funciona a revista na Papuda

O scanner corporal foi instalado nas unidades do sistema prisional do DF para substituir a revista manual em visitantes. O aparelho gera uma imagem que indica objetos escondidos junto ao corpo ou dentro dele, sem contato físico. Quando há sinal de material estranho, o visitante é retido e a Polícia Civil é acionada.

Entrar com droga em presídio configura tráfico, com pena de 5 a 15 anos de prisão, e a legislação prevê aumento quando o crime ocorre em estabelecimento prisional. A situação das crianças que acompanhavam a mulher é acompanhada pelos órgãos de proteção, e a identidade delas não é divulgada.

O haxixe é a resina extraída da cannabis, mais concentrada que a folha prensada e vendida em porções pequenas, o que facilita a ocultação. Por isso o produto aparece com frequência em ocorrências ligadas à tentativa de entrada em unidades prisionais, onde o volume reduzido é o principal atrativo para quem tenta burlar a revista.

A maior unidade prisional do DF

O Complexo Penitenciário da Papuda fica em São Sebastião e concentra a maior parte da população carcerária do Distrito Federal, distribuída entre unidades de regime fechado e semiaberto. O acesso de visitantes exige cadastro prévio junto à administração penitenciária e passagem pela revista na portaria.

O complexo esteve no noticiário neste mês por outros dois episódios. No início de agosto, um relatório federal de inspeção apontou superlotação em uma das unidades do conjunto. Poucos dias antes, o detento apontado como responsável pelo maior número de mortes dentro do sistema foi recapturado em Luziânia, no Entorno.

Serviço

  • Denúncia à Polícia Civil do DF: 197, com sigilo garantido.
  • Delegacia responsável pelo caso: 30ª DP, em São Sebastião.
  • Emergência policial: 190.

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