PCDF prende sete por tráfico em bar e ferro-velho na QNN 3, em Ceilândia
Ação da 15ª DP apreendeu maconha, crack, cocaína, balança de precisão e R$ 4.309 em dinheiro
Sete homens foram presos por tráfico de drogas no domingo (16) em Ceilândia, na QNN 3, em ação de policiais civis da 15ª Delegacia de Polícia. As prisões ocorreram em dois pontos comerciais monitorados pelos investigadores: as imediações de um bar e um ferro-velho.
Os presos têm 25, 25, 26, 35, 40, 55 e 56 anos. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a vigilância no local identificou movimentações características do tráfico, com clientes fazendo trocas rápidas de objetos com os suspeitos.
Com o grupo, os policiais apreenderam porções de maconha, crack e cocaína, além de balança de precisão, embalagens plásticas, um caderno com anotações e aparelhos celulares. Também foram apreendidos R$ 4.309 em dinheiro, sendo R$ 3.800 encontrados no bolso de um dos homens e R$ 509 em uma gaveta do bar.
O que diz o enquadramento
Os sete foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, crime previsto no artigo 33 da Lei 11.343/2006, com pena de 5 a 15 anos de reclusão. Eles foram levados à carceragem da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) da PCDF, à disposição da Justiça.
A ação também alcançou o Conjunto K da QNN 3. A corporação não informou se houve apreensão de armas nem se os presos têm passagens anteriores. Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação das defesas dos autuados.
O caderno com anotações apreendido é o tipo de material que costuma sustentar a investigação depois do flagrante, porque permite reconstituir a contabilidade do ponto e identificar fornecedores e devedores. A balança e as embalagens são usadas para caracterizar a mercancia, e não o consumo, na diferenciação prevista na lei.
A QNN 3 fica em Ceilândia Centro, área de comércio consolidado e circulação alta durante o dia, o que ajuda a explicar a escolha de um bar e de um ferro-velho como pontos de venda. Estabelecimentos com fluxo constante de clientes dificultam distinguir o comprador do frequentador comum, e é por isso que a apuração desse tipo de ponto costuma exigir dias de campana antes do flagrante.
A prisão em flagrante não encerra o caso. Depois da autuação, cabe à Justiça decidir, em audiência de custódia, pela conversão em prisão preventiva ou pela liberdade provisória, e o inquérito segue para reunir prova sobre a estrutura do ponto, como origem da droga e eventual participação de terceiros que não estavam no local.
Serviço
- Denúncia anônima: Disque-denúncia 197, da PCDF, 24 horas;
- WhatsApp da PCDF: (61) 98626-1197, que aceita foto e vídeo;
- Emergência em andamento: 190, da PMDF;
- Delegacia da área: 15ª DP, em Ceilândia Centro.
Ceilândia tem concentrado operações da PCDF neste mês. Na semana passada, a corporação prendeu um casal acusado de trocar boleto de seguro por Pix falso no DF, em outra linha de investigação.