Segurança

Operação Supply liga loja de shopping de Taguatinga ao tráfico em Ceilândia

Dono de loja de 38 anos foi autuado em flagrante por tráfico e porte ilegal de arma; outros dois homens também foram presos na ação da 15ª DP

O dono de uma loja em um shopping de Taguatinga, de 38 anos, foi preso em flagrante em 17 de setembro durante a Operação Supply, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo a investigação, ele fornecia drogas a traficantes que atuavam em Ceilândia e no Sol Nascente.

A ação foi conduzida pela 15ª Delegacia de Polícia, de Ceilândia, que cumpriu três mandados de busca e apreensão. Além do comerciante, dois homens de 27 e 26 anos também foram presos em flagrante.

Na casa do dono da loja, os policiais encontraram entorpecentes, dinheiro em espécie e uma pistola de uso restrito com dois carregadores municiados. Ele foi autuado por tráfico de drogas e por porte ilegal de arma de fogo.

Como a investigação chegou ao comerciante

O trabalho começou depois da prisão em flagrante de um suspeito de tráfico. Com autorização judicial, os policiais analisaram o celular apreendido e encontraram conversas sobre compra e fornecimento de drogas, segundo informações divulgadas pela PCDF e publicadas pelo Correio Braziliense em 17 de setembro.

De acordo com a apuração, o grupo negociava cocaína e derivados de cannabis, incluindo a variedade conhecida como flor, com preço mais alto que o da maconha prensada. A loja no shopping de Taguatinga aparece na investigação como fachada comercial do suspeito, que mantinha o estabelecimento de artigos de grife enquanto abastecia pontos de venda nas duas regiões administrativas.

O que dizem a lei e as próximas etapas

O tráfico de drogas está previsto no artigo 33 da Lei 11.343, de 2006, com pena de cinco a 15 anos de reclusão e multa. O porte ilegal de arma de fogo de uso restrito é tratado no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, com pena de três a seis anos, e não admite fiança na esfera policial.

Nenhum dos três presos foi julgado. Depois do flagrante, o caso segue para audiência de custódia, em que o juiz decide sobre a manutenção da prisão, e o inquérito continua na 15ª DP até o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público.

A Polícia Civil não informou se a loja foi interditada nem se o shopping foi notificado. A reportagem não localizou a defesa dos presos até a publicação deste texto, e o estabelecimento não divulgou manifestação.

Quem tiver informações sobre pontos de tráfico pode acionar o 197, da Polícia Civil, ou o 181, da Central de Denúncia Anônima, sem precisar se identificar. A Denúncia Online da PCDF também recebe relatos pelo site do órgão.

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