Carro fica destruído após pegar fogo na QI 25 do Guará
Duas viaturas do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência no início da tarde desta terça; ninguém ficou ferido
Um carro ficou completamente destruído depois de pegar fogo na QI 25 do Guará, no início da tarde desta terça-feira (4). O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado por volta das 13h e enviou duas viaturas ao local.
O veículo é um Jeep Renegade. Segundo a corporação, as chamas foram controladas e extintas com linhas de mangueira pressurizadas com água. Ninguém ficou ferido na ocorrência.
Causa ainda não foi identificada
A origem do fogo não foi determinada até a publicação desta reportagem. Em ocorrências desse tipo, a apuração passa por perícia e costuma investigar falha elétrica, vazamento no sistema de combustível e superaquecimento.
O Guará concentra vias residenciais de tráfego intenso no fim da manhã e no início da tarde, e a QI 25 fica próxima de área comercial. Não houve registro de propagação do fogo para outros veículos ou para imóveis vizinhos.
O que fazer quando o carro pega fogo
Incêndio em veículo é uma das ocorrências mais frequentes atendidas pelos bombeiros no Distrito Federal, e ganha peso no período de seca, quando a umidade baixa e a vegetação ressecada facilitam a propagação para o entorno. Algumas orientações valem para qualquer motorista:
- Encoste o veículo em local seguro, desligue o motor e saia imediatamente com todos os ocupantes.
- Não abra o capô. A entrada de ar alimenta as chamas.
- Afaste-se e mantenha distância do carro, por causa do risco no tanque e nos pneus.
- Acione o 193, o telefone do Corpo de Bombeiros, e informe o ponto de referência mais próximo.
- Sinalize a via para evitar que outros motoristas se aproximem.
O telefone do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal é o 193. A ligação é gratuita e funciona 24 horas.
A manutenção preventiva reduz o risco. Revisão do chicote elétrico, checagem de mangueiras do sistema de combustível e atenção a cheiro de queimado dentro do carro são os pontos mais citados por mecânicos como sinais de alerta antes de um princípio de incêndio.
Instalação elétrica feita fora do padrão do fabricante é outro fator recorrente. Som automotivo, farol auxiliar, alarme e carregador ligados diretamente na bateria, sem fusível dimensionado, sobrecarregam a fiação e aquecem pontos escondidos atrás do painel. O problema aparece com mais frequência em carros com muitos anos de uso e histórico de acessórios trocados.
O extintor deixou de ser item obrigatório para automóveis de passeio no Brasil, mas continua permitido e é recomendado por bombeiros para conter princípio de fogo. A ressalva é a mesma feita em qualquer treinamento: o equipamento serve para foco pequeno e visível. Diante de chama que já tomou o compartimento do motor, a orientação é sair do veículo e chamar a corporação.
Ocorrências crescem na seca
Brasília atravessa o período mais seco do ano, com umidade relativa do ar em níveis críticos à tarde e vegetação ressecada em lotes vagos e áreas verdes. Nesse cenário, um veículo em chamas em via urbana tem risco maior de propagar fogo para o mato no entorno, o que transforma uma ocorrência isolada em incêndio de vegetação.
O CBMDF reforça o efetivo de combate a incêndio florestal nesta época e orienta a população a não jogar bituca de cigarro pela janela do carro nem queimar lixo em terreno baldio, prática que é crime ambiental.
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