Saúde

Anvisa tira do mercado curativo e cateter usados em hospitais

Resoluções publicadas no Diário Oficial suspendem o curativo Bio-Aid e interditam o cateter BD Abiocat depois de inspeção e ensaio reprovados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, a importação, a distribuição, a divulgação e o uso do produto Bio-Aid, um curativo fixador para cateter, e interditou de forma cautelar o cateter intravenoso BD Abiocat. As duas decisões foram publicadas no Diário Oficial da União.

As medidas constam das Resoluções RE nº 2.956 e nº 2.954, ambas de 29 de julho de 2026. A informação foi divulgada pela Agência Brasil nesta sexta-feira, 31.

O que foi suspenso e por quê

O Bio-Aid é importado pela Bio Company Comércio e Serviços Ltda. e fabricado pela Shanghai Iso Medical Products Co. Ltd. A restrição alcança os produtos fabricados a partir de 22 de abril. Inspeção no fabricante confirmou que a produção estava em desacordo com a legislação sanitária brasileira.

Já o cateter intravenoso BD Abiocat, da Becton Dickinson Indústrias Cirúrgicas Ltda., foi interditado depois de resultado insatisfatório em ensaio de verificação de superfície. A interdição cautelar é uma medida preventiva: retira o produto de circulação enquanto a apuração continua.

  • Bio-Aid: curativo fixador para cateter, importado pela Bio Company, lotes fabricados a partir de 22 de abril
  • BD Abiocat: cateter intravenoso da Becton Dickinson, interdição cautelar
  • Base: Resoluções RE nº 2.956 e nº 2.954, de 29 de julho de 2026
  • Alcance: venda, importação, distribuição, divulgação e uso em todo o território nacional

O que muda para hospitais e clínicas do DF

Os dois itens são de uso hospitalar corrente. O curativo fixa o cateter na pele do paciente e o cateter intravenoso é o acesso por onde entram soro e medicação. Estão presentes em pronto-socorro, centro cirúrgico, quimioterapia e internação domiciliar.

Na prática, os serviços de saúde do Distrito Federal precisam conferir o estoque, separar os lotes atingidos e interromper o uso. A checagem vale também para clínicas particulares, home care e distribuidoras que atendem a rede.

Quem é paciente não compra esses produtos diretamente na farmácia, mas pode perguntar à equipe se o material usado está entre os suspensos. Suspeita de reação ou de defeito em produto para saúde pode ser notificada à Anvisa pelo sistema de notificações da própria agência e à vigilância sanitária local.

A Anvisa publicou nas últimas semanas outras medidas do tipo, entre elas a suspensão de dispositivos médicos fabricados pela Heuer International. Sobre serviços de saúde na cidade, veja também onde fazer testagem para hepatites virais no DF.

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