Menino de 4 anos é picado por escorpião em escola do Lago Norte
Criança foi atingida no joelho durante atividade no campo do colégio, recebeu três doses de soro no HMIB e teve alta prevista para o dia seguinte
Um menino de 4 anos foi picado por um escorpião na tarde de quarta-feira (29), durante atividade no campo de grama sintética de um colégio do Lago Norte. A criança se ajoelhou no chão e foi atingida no joelho, segundo relato da direção da escola ao Metrópoles e ao Correio Braziliense.
O animal foi localizado logo depois da picada, colocado em um recipiente e levado junto com a criança ao hospital, o que ajudou na identificação da espécie e na definição do tratamento.
O menino foi atendido no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), onde recebeu três doses de soro antiescorpiônico. A direção do colégio informou que a evolução clínica foi positiva e que a alta estava prevista para quinta-feira (30).
O que a escola informou
De acordo com a diretora do colégio, Katia Katta Preta, foi a primeira vez que um escorpião apareceu nas dependências da unidade. Depois do episódio, a escola reforçou as medidas de prevenção e recebeu visitas da Vigilância Sanitária e da Administração Regional do Lago Norte, que avaliaram o local.
A identificação do animal é o ponto que costuma definir a conduta médica. Levar o escorpião capturado, quando isso é possível com segurança, permite que a equipe de saúde confirme a espécie e ajuste a dose de soro.
O que fazer em caso de picada
- lave o local com água e sabão;
- mantenha a pessoa em repouso e procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima;
- leve o animal em recipiente fechado, se ele estiver acessível e sem risco de nova picada;
- não faça torniquete, não corte nem perfure o local e não aplique substâncias caseiras;
- fique atento a vômito, sudorese, agitação e falta de ar, sinais que exigem atendimento de urgência, sobretudo em crianças.
Crianças e idosos são os grupos que mais evoluem para quadros graves, o que torna o atendimento rápido decisivo.
Prevenção em casa e na escola
As medidas recomendadas para reduzir a presença do animal são conhecidas e baratas: manter quintal e terreno limpos, vedar ralos e frestas, afastar entulho e material de construção das paredes, evitar acúmulo de folhas e sacudir roupas e calçados guardados.
O escorpião procura abrigo escuro e úmido e se alimenta de insetos, principalmente baratas. Controlar a fonte de alimento é o que reduz a presença do animal no longo prazo, mais do que a aplicação isolada de veneno, que pode inclusive espalhar os exemplares pelo terreno.
Em espaços com criança, a atenção vale para áreas de sombra: base de brinquedo de parque, borda de campo, canaleta de escoamento e caixa de esgoto. Foi em um campo de grama sintética que o menino de 4 anos foi atingido no joelho ao se ajoelhar.
Onde pedir vistoria
A Vigilância Ambiental do DF é o órgão que faz a avaliação de foco de animais peçonhentos em imóveis e equipamentos públicos, acionada pela Secretaria de Saúde. No caso do Lago Norte, a escola informou ter recebido a visita da Vigilância Sanitária e da administração regional depois do episódio.
Pais que identificarem o animal na escola podem cobrar registro da ocorrência junto à direção e ao conselho escolar, e solicitar a vistoria do imóvel.
Ocorrências com crianças em espaços públicos e escolares costumam mobilizar a rede de atendimento do DF. O portal também registrou o caso de uma criança atropelada por moto em Águas Claras, socorrida consciente.