Segurança

Operação prende cinco por furtos em farmácias do Lago Sul e Park Sul

Grupo agia desde junho em lojas de Jardim Botânico, Lago Sul e Park Sul; a 10ª DP cumpriu oito mandados no DF e no Entorno goiano

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu cinco mulheres, de 26 a 32 anos, suspeitas de furtar cosméticos e suplementos em farmácias do Jardim Botânico, do Lago Sul e do Park Sul. A ação, batizada de Operação Vitrine Oculta, foi conduzida pela 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul, e divulgada nesta semana. Uma sexta suspeita segue foragida.

Segundo a investigação, o grupo agia desde junho deste ano. As oito ordens judiciais expedidas no caso foram cumpridas em Novo Gama e Águas Lindas, em Goiás, e em Ceilândia e no Sol Nascente. O prejuízo acumulado pelas lojas foi descrito pela polícia como de milhares de reais, sem valor fechado divulgado até agora. O caso foi noticiado pelo Jornal de Brasília em 20 de agosto.

O que o comércio da região perdeu

O padrão descrito na investigação atinge um tipo específico de loja: farmácia de bairro com vitrine aberta de dermocosmético e suplemento, produto de valor alto por unidade e fácil de esconder. Em ruas comerciais do Jardim Botânico e do Park Sul, esse mix costuma ficar exposto na área de livre circulação, longe do balcão.

Para o lojista, o efeito prático de dois meses de furtos não é só o valor da mercadoria. É a decisão de trancar produto em vitrine, reduzir o autosserviço e contratar reforço de vigilância, três medidas que encarecem a operação e afastam parte do cliente que gosta de escolher o produto na prateleira.

  • revisar o posicionamento de câmeras nas gôndolas de dermocosmético e suplemento;
  • registrar boletim de ocorrência a cada episódio, mesmo de valor baixo, porque é o histórico que sustenta a investigação;
  • guardar as imagens pelo maior prazo que o sistema permitir quando houver suspeita de furto recorrente;
  • comunicar a delegacia da própria região administrativa, no caso a 10ª DP para o Lago Sul.

Não é o mesmo caso de agosto

A operação desta semana é diferente do episódio registrado no início do mês, quando três mulheres foram presas em flagrante por furtos em farmácias do DF. Naquele caso, o grupo era formado por três pessoas de 20, 24 e 29 anos, e a apuração ficou com outra delegacia.

As cinco presas na Vitrine Oculta respondem por furto. A defesa das investigadas não havia se manifestado publicamente até a publicação desta reportagem, e a PCDF não divulgou os nomes das suspeitas. Todas são consideradas suspeitas até decisão judicial definitiva. A investigação segue na 10ª DP, que apura se o grupo atuava também em outras regiões administrativas do DF.

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