Segurança

Casa é arrombada no Guará II e família perde R$ 15 mil em objetos

Criminosos levaram TVs, notebooks, relógios e dinheiro; 4ª DP investiga e autoria segue desconhecida

Uma casa foi arrombada no Guará II na segunda-feira (17), e a família perdeu cerca de R$ 15 mil em eletrônicos, joias e dinheiro. O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Polícia, e a autoria segue desconhecida.

Os criminosos levaram duas televisões, dois notebooks, três relógios, brincos e R$ 200 em espécie. A família só percebeu o crime ao chegar em casa e notar que o portão eletrônico não funcionava. Ao verificar o imóvel, encontrou sinais de arrombamento.

A suspeita da vítima, relatada ao portal Metrópoles, é de que a residência estivesse sendo observada antes da ação.

"Suspeitamos que é alguém que monitorou a rotina da casa"

Vizinhos relataram à polícia que um Renault Clio vermelho circulou pelas ruas do bairro nos dias anteriores e chegou a estacionar em frente ao imóvel furtado. A informação faz parte da apuração da 4ª DP.

O padrão que a polícia observa nesses casos

Furtos a residência com esse desenho, sem confronto e com escolha prévia do alvo, costumam seguir uma rotina de observação. Quem age assim procura sinais de casa vazia em horário comercial, como correspondência acumulada, luzes apagadas por vários dias seguidos e ausência de veículo na garagem.

Algumas medidas reduzem o risco e ajudam na investigação:

  • manter câmeras cobrindo a calçada e o portão, não só o interior do imóvel;
  • guardar as imagens por pelo menos 30 dias, prazo que a polícia costuma solicitar;
  • anotar placa e características de veículos que estacionem por tempo prolongado na rua;
  • registrar o número de série de notebooks, televisões e celulares, que permite rastrear o aparelho se ele for revendido;
  • acionar a 4ª DP ou registrar ocorrência pela Delegacia Eletrônica da PCDF assim que o crime for descoberto, sem mexer no local.

O Distrito Federal tem visto uma diversificação dos crimes patrimoniais, com casos que vão do arrombamento clássico a golpes com tecnologia. A PCDF já contabilizou, por exemplo, 139 registros de golpes com inteligência artificial em sete meses.

Ao descobrir o arrombamento, a orientação é não entrar no imóvel antes de acionar a polícia. Objetos movidos, maçanetas manuseadas e portas fechadas prejudicam a coleta de vestígios pela perícia, etapa que pode ser decisiva quando não há imagem do autor. Também é recomendável listar por escrito tudo o que sumiu, com marca, modelo e valor aproximado, porque a relação entra no registro de ocorrência e é usada em eventual recuperação dos bens.

A investigação do caso do Guará II segue em andamento. Quem tiver informações pode acionar a 4ª Delegacia de Polícia ou o disque-denúncia 197, com garantia de anonimato.

3 visualizações