Dia dos Pais: 82,7% dos brasilienses vão presentear, mas ticket cai a R$ 172
Pesquisa do Instituto Fecomércio-DF mostra gasto médio 28,3% menor que o de 2025; entre os lojistas, 54,4% esperam vender mais
Oito em cada dez consumidores do Distrito Federal pretendem comprar presente para o Dia dos Pais, celebrado no próximo domingo (9). A intenção de compra chegou a 82,7%, segundo pesquisa do Instituto Fecomércio-DF, mas o valor que cada um pretende gastar encolheu.
O ticket médio estimado passou de R$ 240 em 2025 para R$ 172 em 2026, queda de 28,3%. É mais gente comprando e gastando menos por presente.
O que os lojistas esperam
Entre os empresários ouvidos, 54,4% projetam vendas superiores às do ano passado, com expectativa média de crescimento de 10,5%. Outros 41,8% acreditam que vão repetir o desempenho de 2025 e apenas 3,8% preveem retração.
A leitura otimista do comércio se apoia no volume: com mais consumidores dispostos a comprar, o número de transações compensaria o gasto menor por presente.
Como a pesquisa foi feita
Os dados foram coletados entre 19 e 26 de julho de 2026. Foram ouvidos 156 consumidores em diferentes pontos de circulação do Distrito Federal e proprietários e gerentes de 120 empresas, distribuídas entre segmentos e regiões administrativas.
- Intenção de compra: 82,7% dos consumidores
- Ticket médio estimado: R$ 172 (era R$ 240 em 2025)
- Queda no gasto médio: 28,3%
- Lojistas que esperam vender mais: 54,4%
- Expectativa média de crescimento entre esses lojistas: 10,5%
- Período da coleta: 19 a 26 de julho de 2026
Onde comprar em Brasília
Com ticket abaixo de R$ 200, a disputa se concentra em vestuário, calçado, acessório e itens de menor valor agregado. Shoppings do Plano Piloto e das regiões administrativas costumam ampliar o horário na semana da data, e o comércio de rua das quadras comerciais concentra o movimento de sábado.
Quem deixa para a última hora encontra fila maior em setores de troca e menos opção de numeração. Comprar até quinta-feira reduz o risco de não encontrar o item escolhido.
Direito de troca
O Código de Defesa do Consumidor não obriga a loja física a trocar produto por arrependimento ou por tamanho errado quando não há defeito. A troca por esse motivo é uma política comercial, e vale o que estiver escrito na nota ou no cartaz da loja.
Duas situações são diferentes:
- produto com defeito: o fornecedor tem 30 dias para reparar e, se não resolver, o consumidor pode pedir troca, abatimento no preço ou o dinheiro de volta;
- compra pela internet ou por telefone: o direito de arrependimento vale por sete dias a contar do recebimento, sem necessidade de justificativa.
Guardar a nota fiscal e registrar por escrito a promessa de troca feita pelo vendedor evita discussão depois da data.