Segurança

Dupla usa comprovante falso de Pix e leva R$ 100 mil de farmácias do DF

Suspeitos se passavam por representantes de hospitais para comprar produtos de alto valor; PMDF e PMGO prenderam os dois na sexta-feira

Dois homens suspeitos de aplicar golpes com comprovante falso de Pix em farmácias e em empresas que vendem material hospitalar de alto custo foram presos na tarde de sexta-feira, 14. O prejuízo identificado até agora passa de R$ 100 mil. A ação foi conduzida em conjunto pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e pela Polícia Militar de Goiás (PMGO), no DF e em Santo Antônio do Descoberto (GO).

Pelo que foi apurado durante a ocorrência, os suspeitos se apresentavam como representantes de grandes hospitais e de instituições de saúde para fazer compras de produtos de valor elevado. Depois de fechar a negociação, os estabelecimentos enviavam a mercadoria por transportadora, e os golpistas apresentavam comprovantes falsos de pagamento por Pix.

Uma das ocorrências envolveu uma farmácia localizada na 302 Sul, em Brasília.

Por que o golpe funciona no balcão

O comprovante de Pix é uma imagem, e imagem se edita. A transação, no entanto, só existe quando o valor aparece no extrato de quem recebe. O intervalo entre a apresentação do comprovante e a conferência real do saldo é a janela que o golpista explora, e ela aumenta quando a venda é feita por telefone ou aplicativo de mensagens, com entrega por transportadora e sem contato presencial.

O golpe também se apoia na figura de autoridade. Quem se apresenta como comprador de um hospital cria pressa e volume, dois elementos que reduzem a checagem do lojista.

Farmácias e distribuidoras de material hospitalar são alvo preferencial porque trabalham com itens de valor alto por unidade, fáceis de revender e de transportar. Uma única compra fraudada pode superar o faturamento de um dia da loja.

Como o comércio se protege

  • Confira o valor no extrato ou no aplicativo do banco, nunca no comprovante enviado pelo cliente;
  • Verifique se o nome do pagador confere com o do comprador e se a chave de destino é a da sua conta;
  • Em venda de valor alto para pessoa jurídica, exija pedido formal com CNPJ e confirme o contato pelo telefone institucional do hospital ou da clínica, não pelo número passado na negociação;
  • Só libere a mercadoria para a transportadora depois da compensação confirmada;
  • Desconfie de pressa, de pedido acima do padrão da loja e de mudança de endereço de entrega em cima da hora;
  • Em caso de golpe, registre a ocorrência e guarde prints, notas e dados bancários usados na negociação.

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