Economia

Cesta básica de Brasília cai 6,71% em julho e fecha em R$ 747,10

Pesquisa do Dieese mostra tomate 38,94% mais barato e batata com queda de 31,12% na capital; trabalhador que ganha o mínimo comprometeu 49,83% da renda líquida

A cesta básica de alimentos em Brasília custou R$ 747,10 em julho, queda de 6,71% em relação a junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada em 10 de agosto pelo Dieese em parceria com a Conab. Brasília ficou entre as capitais com as quedas mais fortes do mês. No país, o custo diminuiu em 26 das 27 cidades pesquisadas.

Quem ganha um salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 101 horas e 24 minutos em julho para pagar a cesta na capital. Em junho, eram 108 horas e 41 minutos. Em julho de 2025, quando o mínimo era R$ 1.518,00, a conta chegava a 109 horas e 53 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, depois do desconto de 7,5% da Previdência, o brasiliense comprometeu 49,83% da renda com a cesta em julho. Em junho, o porcentual era de 53,41%.

O que ficou mais barato no carrinho

Dez dos 13 produtos da cesta caíram de preço em Brasília entre junho e julho:

  • Tomate: queda de 38,94%
  • Batata: queda de 31,12%
  • Açúcar cristal: queda de 3,29%
  • Café em pó: queda de 2,58%
  • Arroz agulhinha: queda de 1,77%
  • Feijão carioca: queda de 1,30%
  • Manteiga: queda de 0,98%
  • Pão francês: queda de 0,69%
  • Banana: queda de 0,35%
  • Carne bovina de primeira: queda de 0,09%

Três itens subiram no mês: leite integral, com alta de 4,52%, óleo de soja, com 2,58%, e farinha de trigo, com 1,08%.

A conta de 12 meses conta outra história. O feijão carioca acumula alta de 57,74% e a batata, de 37,35%, mesmo com a queda de julho. No mesmo período, tomate acumula recuo de 34,68%, açúcar cristal de 22,83% e café em pó de 22,35%. No acumulado de 2026, a cesta em Brasília ainda sobe 4,61%.

Como fica na comparação nacional

São Paulo seguiu com a cesta mais cara do país em julho, a R$ 915,01. As maiores quedas do mês foram registradas em Natal, com 7,95%, e Maceió, com 7,87%.

Com base na cesta paulistana, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.687,01 em julho, ou 4,74 vezes o piso vigente. Em junho, o valor estimado era de R$ 8.110,92.

A pesquisa é feita todo mês e considera 13 produtos definidos pelo Decreto-Lei 399, de 1938, que criou a cesta básica no país. A coleta foi ampliada de 17 para 27 capitais em 2025, depois da parceria entre Dieese e Conab.

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