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Filme sobre Honestino Guimarães estreia em Brasília; veja onde assistir

Longa dirigido por Aurélio Michiles reconstitui a trajetória do líder estudantil da UnB desaparecido em 1973 e está em cartaz em duas salas da cidade

O filme Honestino, sobre o líder estudantil da Universidade de Brasília desaparecido durante a ditadura militar, estreou nesta quinta-feira (13) nos cinemas de Brasília. O longa está em cartaz em duas salas da cidade, com sessões da tarde e da noite.

Dirigido por Aurélio Michiles, o filme mistura documentário e ficção para reconstituir a trajetória de Honestino Guimarães, presidente da União Nacional dos Estudantes e aluno da UnB. A narrativa se apoia em cartas, poemas e depoimentos de companheiros de militância. Bruno Gagliasso integra o elenco.

Entre os entrevistados estão Almino Afonso, Jorge Bodanzky, Franklin Martins e Betty Almeida, biógrafa do líder estudantil. Gagliasso não narra o filme: interpreta Honestino nas cenas de ficção reconstruídas a partir de registros e relatos.

O longa é uma produção de Nilson Rodrigues, com distribuição da Pandora Filmes. Antes de chegar ao circuito comercial, levou o Troféu Redentor de melhor montagem no Festival do Rio e passou pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e pelo DH Fest.

Quem foi Honestino Guimarães

Aluno da UnB, Honestino se tornou uma das principais lideranças do movimento estudantil da geração de 1968 e chegou à presidência da UNE. Foi preso cinco vezes por causa da militância política. Em 1973, aos 26 anos, foi sequestrado durante a ditadura militar e nunca mais foi visto. O caso é um dos mais citados quando se trata de desaparecimentos forçados no período.

O filme parte dessa ausência para discutir memória e responsabilização do Estado, tema que atravessa a história da própria universidade, criada em 1962 e ocupada por forças militares poucos anos depois.

Para quem mora em Brasília, o filme tem camada extra: parte da história aconteceu nos prédios e nas ruas por onde o público circula. A UnB foi um dos alvos preferenciais da repressão no Distrito Federal, com invasões ao campus, prisões de estudantes e demissão de professores ao longo do regime.

Serviço

  • Cine Cultura Liberty Mall (Setor Comercial Norte): em cartaz de 13 a 19 de agosto, com sessões às 14h20, 16h20, 18h30 e 20h20. Ingressos a R$ 36,48 (inteira) e R$ 20,48 (meia);
  • Cinesystem Brasília (Shopping Casa Park): sessões às 13h30 e 19h30. Ingressos a R$ 63,83 (inteira) e R$ 35,83 (meia);
  • Direção: Aurélio Michiles;
  • Ingressos: bilheteria das salas e plataformas de venda de cada rede.

A estreia chega em um momento de tensão no calendário audiovisual da cidade. O Daqui de Brasília acompanhou o cancelamento da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, decidido pela Secec após impasse no repasse de recursos.

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