Cultura & Lazer

Trilha de 400 km liga Brasília ao Cerrado; veja o percurso

Rota Caminhos do Planalto Central atravessa sete unidades de conservação e pode ser feita a pé, de bicicleta ou a cavalo

Uma rota de cerca de 400 quilômetros liga a arquitetura modernista de Brasília às áreas de Cerrado preservado do entorno da capital. Chamada de Caminhos do Planalto Central, a trilha foi apresentada pelo Ministério do Turismo em 1º de agosto e pode ser percorrida a pé, de bicicleta ou a cavalo.

O percurso atravessa sete unidades de conservação e passa por cachoeiras, picos, grutas e museus. Quem faz o trajeto começa por Brazlândia, no Distrito Federal, ou por Formosa, em Goiás, e cruza pontos como a Floresta Nacional de Brasília e a Pedra Fundamental, no Morro do Centenário.

Os três arcos do trajeto

  • Arco Brasília: cerca de 90 quilômetros, com foco histórico e cultural, incluindo o conjunto urbanístico da capital
  • Arco Cafuringa: cerca de 150 quilômetros pela área rural do noroeste do DF, com pontos de cultura rural e religiosa
  • Arco União: cerca de 90 quilômetros, voltado a vivências espirituais e comunidades do entorno

A divisão em arcos permite fazer a rota por trechos, sem a necessidade de percorrer os 400 quilômetros de uma vez. Cada arco tem começo e fim em pontos com acesso por estrada, o que facilita o retorno.

A Pedra Fundamental, no Morro do Centenário, é um dos pontos históricos do trajeto. O marco foi lançado em 7 de setembro de 1922, em Planaltina, quase quatro décadas antes da inauguração de Brasília, para simbolizar a futura mudança da capital para o Planalto Central.

Já a Floresta Nacional de Brasília é uma unidade de conservação federal na saída para Brazlândia, com área de cerrado preservado e trechos abertos à visitação. É uma das sete unidades cortadas pela rota.

O que levar em agosto

Agosto é o mês mais seco do ano em Brasília, com umidade relativa do ar que costuma cair abaixo de 20% à tarde. Para caminhadas longas no Cerrado nessa época, a orientação dos órgãos ambientais é sair cedo, levar água em quantidade maior que a habitual, usar protetor solar e chapéu, e evitar o período entre 11h e 15h.

O risco de incêndio também sobe na estiagem. Não é permitido acender fogo dentro das unidades de conservação, e a queda de fumaça na região costuma se intensificar entre agosto e setembro.

Quem prefere percursos curtos encontra opções mais próximas nas trilhas ecológicas espalhadas pelo DF.

Serviço

  • Rota: Caminhos do Planalto Central, com cerca de 400 quilômetros
  • Pontos de partida: Brazlândia, no DF, ou Formosa, em Goiás
  • Modos: a pé, de bicicleta ou a cavalo
  • Passa por: sete unidades de conservação, entre elas a Floresta Nacional de Brasília
  • Divisão: Arco Brasília, Arco Cafuringa e Arco União
  • Custo: a trilha é aberta; a entrada em unidades de conservação segue as regras de cada área
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