Campo do DF movimenta R$ 1,88 bilhão e Brasília é 3ª do país em sorgo
Levantamento do IBGE mostra alta de 16,2% no valor da produção agrícola de 2025, puxada por milho e soja, com o feijão em queda
A produção agrícola do Distrito Federal movimentou R$ 1,88 bilhão em 2025, alta de 16,2% sobre o ano anterior. O número é da Produção Agrícola Municipal (PAM), levantamento do IBGE divulgado neste mês e reproduzido pelo Jornal de Brasília em 17 de setembro.
A área plantada foi de 195,8 mil hectares, 3,2% maior que a de 2024. Ou seja, o campo do DF cresceu mais em valor do que em terra ocupada: o que puxou o resultado foi a produtividade por hectare.
Quem puxou e quem derrubou
O milho foi o destaque do ano, com 423,5 mil toneladas colhidas e alta de 71,7% em valor. A soja veio em seguida, com 328,9 mil toneladas e crescimento de 11%.
Na outra ponta está o feijão. A cultura recuou 35,1% em valor, com 41,9 mil toneladas, e mesmo assim manteve o DF entre os dez maiores produtores do país.
Nas comparações entre municípios brasileiros, Brasília aparece bem colocada em quatro culturas:
- sorgo: 3º lugar, com 96,6 mil toneladas;
- feijão: 7º lugar, com 41,9 mil toneladas;
- goiaba: 13º lugar, com 10,1 mil toneladas;
- abacate: 16º lugar, com 6,5 mil toneladas.
O sorgo de segunda safra registrou média de 4,2 mil quilos por hectare. A soja, cultura de maior área no DF, tem média histórica de 3,6 mil quilos por hectare.
O que a pesquisa mede
A Produção Agrícola Municipal é a pesquisa anual do IBGE que levanta área plantada, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção de dezenas de lavouras, município por município. No caso do DF, que é um território único, o dado sai como se Brasília fosse um município, e é por isso que a cidade aparece em rankings nacionais ao lado de polos agrícolas de Mato Grosso e do Paraná.
Vale separar duas coisas que a pesquisa mostra juntas. Valor da produção é quanto a colheita rendeu em reais, e sobe quando o preço melhora. Quantidade produzida é o volume colhido. Em 2025, as duas medidas andaram no mesmo sentido em milho e soja, mas se descolaram no feijão.
Onde isso aparece para quem mora na cidade
Grão e fruta seguem caminhos diferentes depois da porteira. Milho, soja e sorgo saem do DF em direção à indústria e à alimentação animal. Já goiaba e abacate são parte do abastecimento local e chegam ao consumidor pelas feiras permanentes e pela Ceasa.
A produção de frutas se concentra no cinturão verde das regiões rurais, com peso grande de Brazlândia, que tem na fruticultura a base da economia e batiza a Festa do Morango, realizada todo ano na cidade.
O dado da PAM cobre 2025 e é o retrato mais recente do campo no DF. A próxima atualização, com os números de 2026, só sai no ano que vem.
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