Cidades

TJDFT dá 51 licenças de assistente de IA a servidores com deficiência em novo programa de inclusão

Programa de Inclusão Tecnológica começou com o Microsoft 365 Copilot e prevê capacitação contínua dos participantes

Neste texto4 tópicos
  1. Quem conduz o programa
  2. O que é o Copilot e o que ele faz
  3. Capacitação já começou
  4. O que vem a seguir

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) deu início ao Programa de Inclusão Tecnológica para Pessoas com Deficiência, uma iniciativa para tornar o ambiente de trabalho do tribunal mais acessível e equitativo por meio de recursos tecnológicos. A primeira ação foi a entrega de 51 licenças do Microsoft 365 Copilot, na versão Premium, a servidores e servidoras com deficiência. O tribunal divulgou a novidade na sexta-feira, 9 de outubro.

É um programa interno, voltado ao quadro de pessoal do tribunal, e não um serviço para o público. Mesmo assim, ele mostra como a Justiça do DF começa a tratar a inteligência artificial também como ferramenta de acessibilidade.

Quem conduz o programa

A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Tecnologia da Informação (Seti) do TJDFT, em parceria com a Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica (Sepg). A governança fica com a Comissão Multidisciplinar de Inclusão (CMI), responsável por acompanhar, orientar e apoiar as ações de inclusão e acessibilidade dentro do tribunal.

O que é o Copilot e o que ele faz

O Microsoft 365 Copilot é uma ferramenta de inteligência artificial integrada aos aplicativos da Microsoft. Segundo o tribunal, ela pode ajudar na elaboração de textos, na organização de informações, na análise de documentos e em outras atividades de produtividade.

Ao liberar as licenças para pessoas com deficiência, a ideia do TJDFT é eliminar barreiras, promover a autonomia e ampliar as oportunidades de participação e de desenvolvimento profissional dos servidores. A nota não detalha quais deficiências o grupo contemplado inclui, nem o custo das licenças.

Capacitação já começou

O programa não se resume a entregar o acesso. Está prevista uma série de ações contínuas de capacitação. A primeira foi uma reunião on-line com os servidores contemplados, realizada na quarta-feira, 7 de outubro.

No encontro, o tribunal apresentou os objetivos da iniciativa, deu orientações práticas para o primeiro acesso ao Copilot e mostrou os recursos de acessibilidade disponíveis na ferramenta. Os participantes também puderam tirar dúvidas, compartilhar expectativas e relatar os desafios que enfrentam no uso de tecnologia no dia a dia de trabalho.

O que vem a seguir

O tribunal não informou prazo para ampliar o número de licenças nem para uma avaliação dos resultados. A descrição oficial fala em ações contínuas, o que indica que novas etapas devem ser anunciadas. Quem acompanha o assunto pode checar a página de notícias do TJDFT.

  • Programa: Inclusão Tecnológica para Pessoas com Deficiência
  • Público: servidores e servidoras do TJDFT com deficiência
  • Primeira ação: 51 licenças do Microsoft 365 Copilot (Premium)
  • Responsáveis: Seti e Sepg, com governança da CMI
  • Capacitação: reunião de abertura em 7 de outubro e ações contínuas

A inteligência artificial já aparece em outras frentes do tribunal. Em outra frente, o TJDFT instalou uma comissão de IA e terá de cumprir as proibições do CNJ. Para quem precisa de acessibilidade ao usar o tribunal, há também o serviço de intérprete de Libras, que exige pedido com 72 horas de antecedência.

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