Mecânico morre atingido por trator no aterro sanitário de Samambaia
Anderson Araújo, de 44 anos, fazia manutenção em uma máquina quando foi atingido durante manobra de ré; caso é apurado como homicídio culposo
O mecânico Anderson Araújo, de 44 anos, morreu na manhã deste sábado, 1º de agosto, ao ser atingido por um trator no aterro sanitário de Brasília, em Samambaia. O acidente ocorreu por volta das 8h50, enquanto ele prestava serviço de manutenção no local.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, Anderson trabalhava em uma máquina e se deslocou para reparar outro equipamento, um trator de esteira, quando foi atingido pelas costas durante uma manobra de ré. O operador do trator afirmou à polícia que não percebeu a presença do mecânico ao movimentar a máquina.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h56, mas a equipe encontrou a vítima já sem vida. O caso foi registrado como homicídio culposo, modalidade em que não há intenção de matar, e segue em apuração. Segundo o Metrópoles, Anderson completava 44 anos no dia do acidente.
O que dizem o SLU e a empresa
O aterro é administrado pelo Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal, o SLU, com operação a cargo do consórcio Sustentare/Valor Ambiental. Em nota, o SLU afirmou que "lamenta profundamente o ocorrido e manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho da vítima neste momento de dor".
A investigação vai apurar as condições em que o serviço de manutenção era realizado, incluindo sinalização da área de manobra e procedimentos de bloqueio de equipamentos durante o reparo. Esses são os pontos que costumam determinar a responsabilidade em acidentes com máquinas pesadas.
Como funciona o aterro de Samambaia
O aterro sanitário de Brasília fica na região de Samambaia e recebe os resíduos de todo o Distrito Federal desde a desativação do lixão da Estrutural. A operação envolve tratores de esteira e máquinas de compactação, que trabalham sobre as células de resíduos e circulam em áreas de visibilidade reduzida.
É por isso que a rotina de manutenção nesses locais exige protocolo específico. O mecânico costuma atuar no mesmo espaço em que as máquinas seguem operando, e a comunicação entre quem repara e quem opera é o que separa o serviço de rotina do acidente.
Casos de morte no trabalho no DF são investigados pela Polícia Civil e podem gerar apuração paralela do Ministério Público do Trabalho e da Secretaria de Trabalho, quando há indício de falha em norma de segurança. O empregador responde por eventual descumprimento de norma regulamentadora, independentemente da conclusão criminal.
A perícia foi acionada ao local e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal.