Segurança

PCDF prende homem por produzir material de abuso sexual infantil no DF

Operação Sombra Revelada, da Delegacia de Crimes Cibernéticos, apura produção e venda de imagens; vítimas de 4 e 5 anos são familiares do investigado

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu preventivamente, em 6 de agosto de 2026, um homem de 42 anos suspeito de produzir e armazenar material de abuso sexual infantil no DF. As duas vítimas têm 4 e 5 anos e são familiares do investigado, segundo a corporação.

A prisão saiu na Operação Sombra Revelada, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, a DRCC. O local em que o mandado foi cumprido não foi divulgado pela polícia.

O que a polícia apura

Além da produção e do armazenamento, a investigação apura se o material era compartilhado e comercializado pelo investigado. Se confirmada, essa parte da conduta configura crimes adicionais aos que já motivaram a prisão.

Os tipos penais estão no Estatuto da Criança e do Adolescente. Somadas, as penas podem chegar a 18 anos de reclusão em caso de condenação, segundo a PCDF.

A identidade do preso e das crianças não é divulgada. Como as vítimas são familiares do investigado, qualquer detalhe sobre parentesco, endereço ou escola permitiria a identificação delas, o que a lei veda.

Como denunciar no DF

A DRCC é a unidade da PCDF que concentra as investigações de crimes cometidos pela internet no Distrito Federal, incluindo os que envolvem imagens de crianças e adolescentes. Denúncias podem ser feitas por estes canais:

  • Disque 100, o canal nacional de direitos humanos, que recebe denúncias anônimas 24 horas por dia;
  • 197, a central da Polícia Civil do DF;
  • Delegacia Eletrônica da PCDF, no site da corporação, para registro on-line;
  • qualquer delegacia do DF, presencialmente.

Denúncias anônimas são aceitas e não exigem que a pessoa se identifique. Nos casos que envolvem material circulando na internet, guardar o endereço da página ou do perfil ajuda a rastrear a origem, e a orientação da polícia é não repassar o conteúdo a terceiros, porque o compartilhamento também é crime.

Casos como esse costumam começar por rastreamento de arquivos em circulação na internet, que leva a polícia até o endereço de origem. A partir daí, a apreensão de celulares e computadores define o alcance da investigação e o número de vítimas. Por isso a corporação pede que o denunciante não apague nem repasse o material encontrado.

O que vem agora

A prisão preventiva não tem prazo fixo de duração. Ela vale enquanto o juiz entender que estão presentes os motivos que a justificaram, e pode ser revista a qualquer momento a pedido da defesa. O inquérito segue na DRCC, e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios é quem decide sobre a denúncia à Justiça.

Vale a presunção de inocência: o investigado permanece na condição de suspeito até eventual condenação com trânsito em julgado.

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