Dupla que caiu de moto durante assalto a posto é presa em Ceilândia
Suspeitos derramaram combustível, sofreram quedas seguidas e deixaram cair uma faca na fuga, segundo a PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu na segunda-feira (3) dois homens investigados por roubo a um posto de combustíveis na QNM 16, em Ceilândia. A ação foi conduzida pela equipe da 15ª Delegacia de Polícia, na Ceilândia Centro.
Tiago Jesus Mesquita, de 19 anos, e Maxsuel Mesquita Gonçalves, de 21, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça após representação da autoridade policial. Os dois são investigados por outro assalto a posto ocorrido na mesma madrugada, com o uso da mesma motocicleta.
Combustível derramado e quedas na fuga
Segundo a apuração da PCDF, os suspeitos derramaram combustível durante a ação, sofreram quedas sucessivas e deixaram cair uma faca enquanto fugiam do local. A arma branca foi localizada perto da bomba de combustível e entregue à Polícia Civil.
A análise das imagens de segurança confirmou que o objeto caiu durante a fuga. O mesmo material permitiu identificar a motocicleta usada na ação, vinculada a Maxsuel, e associar Tiago ao papel de anunciar o assalto e render a vítima. Vestimentas e tatuagens foram usadas como elementos de identificação.
O que a investigação apurou
Os elementos reunidos pela 15ª DP foram os seguintes:
- Faca localizada junto à bomba de combustível e entregue à polícia;
- Imagens de segurança do posto e do entorno;
- Motocicleta identificada e vinculada a um dos suspeitos;
- Roupas e tatuagens usadas na identificação;
- Indício de um segundo assalto a posto na mesma madrugada.
Os dois seguem presos preventivamente e respondem por roubo. Até que haja condenação definitiva, são considerados inocentes. A reportagem não localizou manifestação das defesas.
Postos na mira em Ceilândia
Estabelecimentos abertos na madrugada, como postos de combustíveis, concentram registros de roubo por reunirem dinheiro em espécie, movimento reduzido e saída rápida para vias expressas. Ceilândia é a região administrativa mais populosa do Distrito Federal, com acesso direto à EPTG e à Estrutural.
A PCDF orienta que assaltos sejam comunicados imediatamente pelo 197 ou pelo 190 e que imagens de câmeras sejam preservadas, já que a identificação por vestimenta e veículo costuma ser o elemento decisivo nesse tipo de investigação.
Como funciona a prisão preventiva
A prisão preventiva não tem prazo fixo de duração e é decretada pela Justiça a pedido da autoridade policial ou do Ministério Público. Para ser autorizada, precisa atender a pelo menos um dos requisitos do Código de Processo Penal: garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal ou aplicação da lei penal.
A cada 90 dias, o juiz é obrigado a reavaliar a necessidade da medida, sob pena de a prisão se tornar ilegal. Nos casos de roubo, a pena prevista vai de 4 a 10 anos de reclusão, com aumento quando há uso de arma ou concurso de pessoas, situações que a denúncia ainda vai delimitar.