Saúde

UPA de Águas Claras entra em acabamento: R$ 17,6 milhões e 65 leitos

Unidade na Rua 22 Sul será a primeira do tipo na cidade; obra faz parte do pacote de seis UPAs do DF

Neste texto3 tópicos
  1. O que a UPA terá
  2. Por que a localização importa
  3. As outras cinco UPAs

A nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Águas Claras, na altura da Rua 22 Sul, entrou na fase de acabamento e de adequações prediais. A obra custa R$ 17,6 milhões, terá cerca de 2.600 metros quadrados e 65 leitos modulares para adultos e crianças. Segundo a associação de moradores, a cidade ainda não tem estrutura pública de saúde.

A informação consta de reportagem da Agência Brasília, publicada em 6 de novembro, que abre uma série sobre as seis UPAs em construção no Distrito Federal.

Pedreiro assenta bloco de concreto na obra da nova UPA de Águas Claras
Obra da UPA de Águas Claras, que entra na fase de acabamentoFoto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

O que a UPA terá

Os 65 leitos são modulares, o que permite passar a ala de adulto para pediátrica e vice-versa conforme a demanda sazonal. Segundo Matheus Martins, gerente de Obras e Fiscalização do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), isso evita ter de suprimir ou ampliar leitos: a equipe reorganiza o espaço de acordo com a necessidade.

O prédio também terá sistema de energia fotovoltaica, que o Iges aponta como fonte de economia na conta de luz. Martins descreve ainda salas de repouso para a equipe, área administrativa, enfermarias, postos de enfermagem e áreas de recuperação verde, amarela e vermelha, além de raio-X.

A estrutura está sendo ajustada para receber tomógrafos no futuro. A matéria cita que aparelhos do tipo já foram inaugurados nos hospitais de Sobradinho, Samambaia, Gama, Planaltina e Ceilândia e no Materno Infantil de Brasília (Hmib), e que as novas UPAs serão entregues já preparadas para recebê-los.

Por que a localização importa

O terreno fica na região central de Águas Claras, perto do metrô. Román Cuattrin, presidente da Associação de Moradores de Águas Claras, lembra que o lote foi destinado de início a uma estrutura pública de saúde, conforme o projeto original do arquiteto Paulo Zimbres. Ele afirma que mais de 25 mil moradores da cidade não têm plano de saúde e que quem precisa de atendimento público hoje se desloca para outra região administrativa.

A aposentada Ana Maria Pinto, de 80 anos, mora na cidade há duas décadas e conta que sempre teve de ir ao Plano Piloto ou a Taguatinga para ser atendida na rede pública.

As outras cinco UPAs

Além de Águas Claras, o Iges constrói unidades em Água Quente, Estrutural, Guará, Sol Nascente e Taguatinga. As seis seguem o mesmo padrão: cerca de 2.600 metros quadrados e 65 leitos, porte maior que o da UPA tipo 3 convencional. A governadora Celina Leão (PP) diz que os recursos estão garantidos e que a expansão da rede de saúde é uma das prioridades da gestão.

A reportagem não informa data de entrega nem quando a unidade passa a atender. A Agência Brasília vai retratar as demais unidades nas próximas matérias da série. Sobre outros serviços da rede, veja o texto do DDB sobre o Ambulatório do Viajante do HRAN e a cobertura da rede de atendimento do SUS no DF. A fonte primária está na Agência Brasília.