Michelle, Bia Kicis e Damares assistem juntas ao debate do GDF
Encontro das três aliadas foi registrado pela senadora nas redes sociais durante a transmissão do primeiro debate entre os candidatos ao Palácio do Buriti
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) acompanhou o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal na noite de domingo (9) ao lado da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da deputada federal Bia Kicis (PL). As três assistiram à transmissão em apoio à governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição.
O encontro foi registrado por Damares nas redes sociais. Em vídeo, a senadora disse estar entre amigas assistindo ao debate e mostrou Michelle e Bia Kicis ao lado dela.
O arranjo eleitoral por trás da foto
A cena tem leitura direta na disputa deste ano no Distrito Federal. O PL oficializou em 2 de agosto, em convenção realizada em Brasília, as candidaturas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis às duas vagas em jogo para o Senado pelo DF. Celina Leão confirmou apoio às duas.
Damares Alves, que assistiu ao debate com elas, é senadora eleita em 2022 e cumpre mandato até 2031, portanto não disputa a eleição deste ano. A presença dela reforça a costura entre a base bolsonarista local e a campanha da governadora.
O debate
O encontro promovido pela Band reuniu seis candidatos ao Palácio do Buriti no Teatro do Sesc Ceilândia: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Ricardo Cappelli (PSB), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo). A crise do BRB dominou boa parte das perguntas, ao lado de educação, saúde, segurança e mobilidade.
Foi o primeiro dos debates televisivos da campanha ao governo local. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Duas vagas ao Senado
A eleição de 2026 renova duas das três cadeiras do Distrito Federal no Senado. É por isso que os partidos podem lançar dois nomes na mesma chapa, e o eleitor vota em dois candidatos diferentes para a Casa.
A disputa no DF costuma concentrar nomes de projeção nacional, já que a capital reúne o eleitorado que convive com a máquina federal. As candidaturas de Michelle e Bia Kicis colocam o PL com duas postulantes na mesma chapa, estratégia que depende de o eleitor distribuir os dois votos entre elas.
Cada senador cumpre mandato de oito anos, o dobro do mandato de deputado e de governador. Quem for eleito em outubro fica no cargo até 2035.
Como funciona o voto para o Senado
Nas eleições em que duas vagas estão em jogo, o eleitor registra dois votos para senador na urna, um de cada vez, para candidatos diferentes. Não é permitido votar duas vezes no mesmo nome, e votar em apenas um também é possível: a segunda escolha pode ser deixada em branco.
Os dois mais votados no Distrito Federal levam as vagas, sem segundo turno. O sistema é majoritário, o que significa que o resultado depende apenas do número de votos de cada candidato, sem a distribuição por quociente eleitoral que vale para deputado distrital e federal.
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