Mané Garrincha terá impedimento semiautomático na final da Copa do Brasil
Estádio recebe as câmeras do sistema exigido pela CBF e passa por ao menos dois testes antes da decisão de 6 de dezembro
A Arena BRB Mané Garrincha vai receber o sistema de impedimento semiautomático para a final da Copa do Brasil, marcada para 6 de dezembro. A tecnologia é exigência da Confederação Brasileira de Futebol para as partidas do torneio a partir das quartas de final, e o estádio de Brasília precisa recebê-la porque não sedia jogos da Série A com regularidade.
A instalação não é um ajuste de última hora. Nos estádios já equipados, a CBF cumpriu um roteiro de montagem de estrutura, integração tecnológica e testes antes de liberar o uso em partida oficial, com um conjunto de 28 a 32 câmeras por arena. O planejamento para o Mané Garrincha prevê ao menos dois ensaios antes da decisão.
O que a tecnologia faz, e o que ela não faz
As câmeras rastreiam pontos do corpo dos jogadores e a posição da bola, e o sistema envia à cabine do VAR uma marcação automática do momento do passe. A decisão continua sendo da equipe de arbitragem, que valida ou descarta a indicação. O recurso não substitui o árbitro nem muda a regra do impedimento: encurta o tempo de checagem, que hoje pode passar de dois minutos em lances apertados.
A diferença para o VAR tradicional está na origem da marcação. No modelo atual, o assistente de vídeo traça as linhas manualmente sobre o frame escolhido, e boa parte da demora vem justamente da escolha do quadro e do posicionamento das linhas. No sistema semiautomático, o rastreamento identifica o instante do toque na bola e a posição dos jogadores sem intervenção manual, e entrega a marcação pronta para validação.
Para quem vai ao estádio, o efeito prático é menos espera com o jogo parado e a exibição da reconstrução gráfica no telão, padrão já adotado nas competições que usam o sistema.
O legado depois de 6 de dezembro
Instalado e calibrado, o equipamento credencia o Mané Garrincha a receber jogos da Série A, cujos mandantes precisam contar com a tecnologia. Brasília vive há anos a condição de estádio grande sem clube da elite, e recebe partidas como praça alternativa, quando algum time vende o mando de campo para a capital. Ter a estrutura instalada elimina um dos obstáculos técnicos dessas negociações.
A final de 6 de dezembro é a primeira decisão da Copa do Brasil em jogo único, formato adotado pela CBF nesta edição, e a escolha de Brasília para sediá-la foi anunciada em setembro, como o Daqui de Brasília noticiou.
A CBF não divulgou o cronograma com as datas exatas de montagem nem o custo da instalação no estádio.