UnB aprova política de esporte e lazer com regra para atleta estudante
Resolução cria comitê de gestão, observatório e plano quadrienal, e inclui capítulo sobre dupla carreira de quem treina e estuda ao mesmo tempo
O Conselho de Administração (CAD) da Universidade de Brasília aprovou por unanimidade a Política de Esporte e Lazer da instituição, com um capítulo específico sobre dupla carreira de estudantes atletas. A decisão foi tomada na quinta-feira, 10 de setembro, na 453ª reunião do colegiado, no Auditório da Reitoria.
A resolução estabelece fundamentos, diretrizes e instrumentos para organizar as ações de esporte e lazer na universidade. O texto amplia o espaço dedicado às atividades físicas comunitárias e de participação, e fixa objetivos, programas permanentes, critérios de uso dos equipamentos esportivos e instrumentos de fomento. A proposta foi apresentada e relatada pelo diretor da Faculdade de Educação Física (FEF), Pedro Fernando Avalone de Athayde.
Quem entra na governança
A política cria uma estrutura de governança que reúne diferentes atores da universidade. A FEF, o Centro Olímpico, os clubes esportivos, as associações atléticas acadêmicas, as unidades acadêmicas e os campi passam a ser reconhecidos como participantes, com competências próprias.
O documento também institui dois órgãos: o Comitê de Gestão da Política de Esporte e Lazer e o Observatório do Esporte e Lazer da UnB. Está prevista ainda a elaboração de um plano quadrienal, com mecanismos de monitoramento e avaliação.
"A política fortalece a participação institucional, integra o esporte a outras políticas universitárias e estabelece condições para o desenvolvimento de normas complementares", disse Athayde.
O capítulo da dupla carreira
O trecho sobre dupla carreira e transição de carreira esportiva reconhece que estudantes atletas precisam conciliar formação acadêmica, treinamento, competições e cuidados com a saúde. O texto fixa diretrizes para permanência estudantil, bem-estar e preparação para a saída do esporte de alto rendimento, e prevê regulamentações específicas a serem editadas depois.
A reitora Rozana Naves ligou a aprovação à necessidade de ampliar o suporte aos estudantes que representam a universidade em competições. Ela lembrou a aprovação recente, pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), do ingresso de medalhistas olímpicos, e destacou a importância de construir mecanismos de permanência para esse público.
O diretor de Esportes e Atividades Comunitárias, Pedro Ivo Barbosa dos Santos, agradeceu a participação da FEF e do Centro Olímpico na construção do texto e citou a atuação de clubes esportivos e atléticas acadêmicas. "É uma construção conjunta, com participação estudantil", afirmou.
Na mesma sessão, o colegiado homologou indicações para a Câmara de Gestão de Pessoas e para a Comissão de Acompanhamento do Programa de Gestão. O Arquivo Central e a Secretaria de Patrimônio Imobiliário apresentaram relatórios de atividades. O Arquivo Central informou ter digitalizado 520 dossiês e descrito 8.610 documentos do acervo permanente em 2025, crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior.
A UnB tem movimentado a agenda acadêmica da cidade em setembro. No início do mês, oito estudantes garantiram vaga na Olimpíada Brasileira de Matemática.