Barraca de Memórias escuta mulheres idosas do Guará e exibe minidocumentário de graça
Escuta poética em 27 de outubro e dez sessões mediadas entre 3 e 19 de novembro, com Libras e audiodescrição
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O projeto Barraca de Memórias chega ao Guará em 27 de outubro, uma terça-feira, com uma escuta poética de mulheres idosas no Centro de Convivência do Idoso da cidade. Depois, entre 3 e 19 de novembro, o minidocumentário que dá nome à iniciativa passa em dez sessões mediadas, todas gratuitas, em escolas, unidades de saúde e equipamentos públicos da região.
A realização é da Todo Público, em parceria com o Coletivo ENTREVAZIOS. A programação foi divulgada pelos organizadores nesta terça-feira (20), e os horários de cada sessão ainda não constam do material publicado.
Como funciona a escuta no Centro de Convivência
No encontro de 27 de outubro, moradoras idosas do Guará serão convidadas a contar histórias de vida e a falar de um objeto que guardam. Pode ser uma fotografia, uma panela, um retalho de tecido: o que a pessoa escolher para representar o que viveu no território. Os relatos são registrados e entram no Acervo Poético de Objetos, uma plataforma digital que reúne memórias de diferentes regiões do DF e fica em acervo.entrevazios.com.br.

O Guará entra na rota da Barraca depois de uma série de paradas. Antes dele, o ciclo itinerante passou por Planaltina, Vila Planalto, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Brazlândia, Candangolândia, Vila Telebrasília, Fercal e Taguatinga. O coletivo explica na página do acervo que as primeiras paradas foram em áreas anteriores à inauguração de Brasília, onde se instalaram os acampamentos de operários e suas famílias.
A coordenadora do projeto, Luênia Guedes, explicou, segundo o Jornal de Brasília, que a escolha do Guará tem a ver com a importância histórica da região e com as iniciativas comunitárias voltadas a pessoas idosas. "Estar no Guará é também uma forma de reconhecer esse território, criar espaços de escuta e valorizar as histórias de vida de quem ajudou a construir a cidade", afirmou.
As dez exibições de novembro
De 3 a 19 de novembro, o minidocumentário Barraca de Memórias será exibido de forma mediada, e cada sessão termina com bate-papo e lanche. Duas delas terão intérprete de Libras e outras duas, audiodescrição. Os locais incluem a Casa de Cultura do Guará, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), unidades básicas de saúde e escolas públicas, onde o filme aproxima estudantes e idosas da mesma vizinhança.
Quem não é aluno nem frequenta esses serviços tem duas datas abertas: nos dias 10 e 11 de novembro, as sessões acontecem no auditório da Administração Regional do Guará e recebem o público em geral.
O material do acervo digital é fruto de anos de pesquisa do coletivo. No site, a equipe cita pelo nome as mulheres ouvidas ao longo do ciclo e afirma que o filme e o espetáculo-museu "Carrego o que posso, faço quintal onde dá" nasceram dessas conversas. Para a artista e pesquisadora Maysa Carvalho, a iniciativa dá visibilidade a trajetórias que os registros oficiais pouco mencionam.
Quem mora em outras cidades pode acompanhar o que foi gravado nas paradas anteriores pelo próprio site, que organiza os relatos por região. Para outro assunto de memória candanga, veja o projeto teatral que leva histórias de mulheres candangas a escolas do Gama, e para uma programação de rua com raízes na Vila Planalto, o Samba de Maria no Clube Motonáutica.
Serviço
- Escuta poética: 27 de outubro (terça-feira), no Centro de Convivência do Idoso do Guará
- Exibições mediadas: de 3 a 19 de novembro, em escolas, Cras, unidades básicas de saúde e na Casa de Cultura do Guará
- Sessões abertas ao público: 10 e 11 de novembro, no auditório da Administração Regional do Guará
- Entrada: gratuita
- Horários: não divulgados até a publicação; confirme com a organização
- Acervo digital: acervo.entrevazios.com.br
Fontes: Jornal de Brasília (20/10/2026) e página oficial do Acervo Poético de Objetos, consultadas na noite de 20 de outubro.