TCDF libera construção do Hospital Ortopédico do Guará e obra aguarda ordem de início
Tribunal de Contas aprovou o projeto em 24 de setembro; empresa já venceu a licitação e espera notificação oficial do GDF para começar a erguer a unidade
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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) liberou, em 24 de setembro, a construção do Hospital Clínico Ortopédico do Guará, orçado em cerca de R$ 300 milhões. A obra, que vai concentrar cirurgias e consultas de ortopedia, especialidade com uma das maiores filas de espera da rede pública do DF, ainda não tem data para sair do papel: falta a notificação oficial do governo para a empresa vencedora da licitação iniciar os trabalhos.
A liberação foi anunciada pela governadora Celina Leão (PP), que já apontava o aval do TCDF como uma das entregas da área de saúde no pacote de ações que vem reforçando desde o início do segundo turno da eleição, marcado para 25 de outubro. "O Tribunal de Contas liberou a construção do Hospital Ortopédico. Nós só estamos esperando a notificação. Já tem uma licitação. Uma empresa ganhou", disse a governadora.
Por que a obra demorou para sair do papel?
A construção do hospital estava condicionada ao cumprimento de exigências feitas pelo TCDF ao longo da análise do processo. O governo respondeu aos pontos levantados pelos conselheiros e acompanhou a tramitação até a aprovação. Com o aval dado, falta o próximo passo administrativo: a formalização da ordem de serviço à construtora vencedora da licitação, que a Novacap aguarda para movimentar o canteiro de obras.
Enquanto o cronograma da obra não é definido, o GDF tem usado uma saída paralela para reduzir a fila de cirurgias ortopédicas: o encaminhamento de pacientes da rede pública para procedimentos eletivos na rede privada, via mutirão. A medida foi ampliada na mesma semana do anúncio da liberação do TCDF.
O que o hospital muda para quem mora no Guará e no entorno
Ortopedia é apontada por entidades de fiscalização, como o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), como uma das áreas com maior tempo de espera por cirurgia eletiva na rede pública local, com milhares de pacientes na fila em todo o DF. Um hospital dedicado à especialidade concentraria consultas, exames de imagem, pequenas cirurgias e procedimentos cirúrgicos de maior porte numa única unidade, hoje distribuídos entre hospitais regionais que também atendem outras urgências.
Para quem vive no Guará, a expectativa é de um equipamento de saúde de peso regional, no mesmo movimento de outras entregas da área que o GDF tem anunciado para a cidade e o entorno, caso das obras da UPA de Taguatinga Sul e da ampliação de vagas em unidades básicas de saúde.
Linha do tempo até aqui
- Antes de setembro: processo de licitação da obra concluído, com empresa vencedora definida.
- 24 de setembro de 2026: TCDF aprova a construção do hospital, após o governo responder às exigências do tribunal.
- Outubro de 2026: GDF aguarda a formalização da decisão para notificar a construtora e iniciar a obra.
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria de Saúde do DF não havia divulgado prazo de conclusão da obra nem número de leitos previstos para a unidade. O Daqui de Brasília vai atualizar a matéria assim que o governo divulgar o cronograma oficial.

A fila de ortopedia já motivou recomendações do MPDFT ao GDF para reduzir o tempo de espera por cirurgias, e a Secretaria de Saúde (SES-DF) também ampliou o horário de funcionamento de unidades básicas de saúde que passaram a abrir à noite e aos sábados neste ano, parte do esforço para desafogar a rede. Outra frente em andamento na região é a obra da UPA de Arapoanga, em Planaltina, que também integra o pacote de novas unidades prometidas pelo governo até o fim do ano.
O Hospital Ortopédico do Guará entra numa lista de equipamentos de saúde que o GDF vem anunciando em sequência nas últimas semanas, num movimento que coincide com a campanha de Celina Leão ao segundo turno. Nenhuma das obras citadas tem, até agora, data de inauguração confirmada em documento oficial, e moradores da região devem acompanhar os próximos passos administrativos, como a publicação da ordem de serviço no Diário Oficial do DF, para saber quando o canteiro realmente vai abrir.