Paradas de ônibus do DF tiveram 130 casos de vandalismo em dois meses
Guará, Asa Norte e Águas Claras lideram os registros de maio e junho; população pode denunciar pelo 190, pelo 162 e pelo Participa-DF
As paradas de ônibus do Distrito Federal registraram 130 ocorrências de vandalismo em maio e junho deste ano, segundo levantamento divulgado pelo Governo do Distrito Federal. Foram 72 casos em maio e 58 em junho, distribuídos por regiões administrativas de todo o território.
O Guará lidera a lista, com 18 registros. Em seguida aparecem Asa Norte (16), Águas Claras (15), Asa Sul (15), Eixo Monumental (11), Taguatinga (11), Gama (10), Lago Norte (9), Lago Sul (7) e Jardim Botânico (3).
Os danos vão de vidro quebrado e pichação a arrancamento de bancos, painéis e estrutura de cobertura. O efeito recai sobre quem depende do transporte público: sem abrigo, o passageiro espera o ônibus exposto ao sol do meio-dia ou à chuva, e a parada danificada leva semanas para voltar ao normal.
Como e onde denunciar
A orientação do GDF é que qualquer pessoa que presencie a depredação acione as autoridades. Os canais são estes:
- 190, da Polícia Militar, quando o vandalismo está acontecendo naquele momento;
- 162, da Ouvidoria-Geral do DF, para registrar a ocorrência e pedir o reparo;
- Participa-DF, no site www.participa.df.gov.br, para denúncia com foto e localização.
Ao acionar, o mais útil é informar o ponto de referência exato: quadra, via e sentido. As paradas não têm numeração visível ao passageiro na maior parte dos casos, e a descrição do local acelera tanto a resposta policial quanto o pedido de manutenção.
A denúncia pela ouvidoria gera número de protocolo, o que permite acompanhar o andamento. Quem preferir não se identificar pode registrar de forma anônima.
O que acontece com quem deprecia
Danificar bem público é crime previsto no artigo 163 do Código Penal, com pena de detenção de seis meses a três anos e multa quando o alvo pertence à União, a estado, a município ou a empresa concessionária de serviço público. A pena pode aumentar se houver violência ou emprego de substância inflamável.
Além da esfera criminal, existe a responsabilização civil: quem causa o dano pode ser cobrado pelo custo da reposição, que inclui material, mão de obra e transporte da equipe.
Como está a rede
O DF tem milhares de pontos de parada, entre abrigos fechados com cobertura e bancos e pontos simples com sinalização. Os modelos mais novos, instalados nos últimos anos ao longo dos eixos, usam estrutura metálica e painéis de vidro temperado, material que resiste a impacto, mas se estilhaça por completo quando quebra.
A manutenção é feita pelo poder público e pelas empresas responsáveis pelo mobiliário urbano, conforme o contrato de cada trecho. Enquanto o reparo não chega, a parada danificada segue em operação, o que aumenta o desconforto de quem espera.
Para o passageiro que quiser planejar o deslocamento, o horário das linhas está disponível no aplicativo oficial de transporte do DF e no site da Semob, que também informa alterações de itinerário.