Cidades

TRE-DF diploma eleitores mirins após votação simbólica em 84 escolas

Programa Eleitor do Futuro mobilizou 28.962 estudantes do DF; Saci-Pererê venceu a disputa presidencial simbólica

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) entregou na quinta-feira (20), na sede do tribunal, diplomas a 70 crianças que participaram do programa Eleitor do Futuro. A edição deste ano mobilizou 28.962 estudantes de 84 escolas públicas e particulares do DF, que votaram em urnas eletrônicas numa eleição simbólica.

O programa leva o funcionamento do voto para a sala de aula. Antes do dia da votação, as escolas organizam apresentações teatrais em que os alunos defendem as propostas de cada candidatura. Depois, os estudantes vão às urnas e aprendem, na prática, a digitar o número, conferir a tela e confirmar o voto.

Como funcionou a eleição simbólica

A disputa foi dividida por faixa etária. Na educação infantil, as candidaturas foram personagens do folclore brasileiro, cada um associado a um tema social: Curupira, Negrinho do Pastoreio, Saci-Pererê e Iara. No ensino fundamental, os estudantes votaram em partidos temáticos criados pelas próprias escolas.

O resultado saiu assim:

  • na disputa presidencial simbólica, o Saci-Pererê venceu com 4.633 votos;
  • entre os partidos temáticos, o vencedor foi o Partido Esporte, Lazer e Integração da Comunidade Escolar, com 1.121 votos;
  • as escolas participantes também receberam diploma ao fim do ciclo.

Para o presidente do TRE-DF, Ângelo Passareli, o programa tem efeito de longo prazo.

"O futuro de um país estará sempre ligado ao esforço que fazemos para criar pessoas bem formadas", afirmou.

Educação eleitoral em ano de urna de verdade

A cerimônia ocorre a pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, quando os eleitores do DF escolhem presidente, governador, senador, deputado federal e deputado distrital.

O Eleitor do Futuro existe há anos no calendário do TRE-DF e é conduzido em parceria com escolas da rede pública e da rede privada. A adesão é feita pelas próprias unidades de ensino, que recebem material didático e o apoio do tribunal para a montagem da votação simbólica.

A votação simbólica usa urnas eletrônicas cedidas pelo tribunal, com uma eleição carregada só para a atividade. O estudante passa pelas mesmas etapas de quem vota de verdade: identificação na mesa, digitação do número, conferência da tela com o nome e a foto da candidatura e confirmação. Para a criança, a lição prática é entender que o voto tem etapa de checagem antes de ser registrado.

Escolas interessadas em participar das próximas edições podem procurar informações no portal do TRE-DF, em tre-df.jus.br, ou pela Escola Judiciária Eleitoral do tribunal, responsável pelos projetos de formação.

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