Guará II ganha subestação que reforça a energia de 180 mil moradores
Unidade entregue nesta quinta custou R$ 32 milhões e acrescenta 66,6 MVA ao sistema elétrico da região
O Guará II ganhou nesta quinta-feira (6) uma subestação de energia elétrica que amplia a capacidade do sistema na região e deve beneficiar cerca de 180 mil pessoas, incluindo moradores de áreas vizinhas. A unidade recebeu investimento de R$ 32 milhões e acrescenta 66,6 MVA à rede.
Na prática, o reforço atua sobre dois pontos que o morador sente no dia a dia: a estabilidade do fornecimento nos horários de pico, quando o consumo sobe com chuveiro e ar-condicionado ligados ao mesmo tempo, e a margem de energia disponível para novos prédios e comércios que entram em operação na região.
O que muda para quem mora na região
Uma subestação recebe a energia em alta tensão das linhas de transmissão e rebaixa esse nível para a distribuição nas ruas. Quando a capacidade instalada fica no limite, cresce a chance de sobrecarga em dias quentes e o tempo de restabelecimento após uma falha aumenta, porque há menos alternativas para redistribuir a carga.
- Capacidade acrescentada: 66,6 MVA
- Investimento: R$ 32 milhões
- Pessoas atendidas: cerca de 180 mil
- Entrega: quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Plano de R$ 3,1 bilhões até 2030
A entrega integra o plano de investimentos da Neoenergia Brasília, que prevê R$ 3,1 bilhões em expansão, modernização e digitalização da rede de distribuição do Distrito Federal até 2030. O valor representa alta de 118% em relação ao ciclo anterior e alcança mais de 1,3 milhão de unidades consumidoras.
O pacote inclui novas subestações, ampliação das existentes, substituição de cabos e instalação de equipamentos de automação, que permitem isolar trechos com defeito à distância e reduzir o número de clientes afetados por interrupção.
O Guará concentra área residencial consolidada, comércio de rua e o polo de serviços do Setor de Indústrias e Abastecimento, na divisa com o Núcleo Bandeirante e o Park Way. Esse perfil misto faz a curva de consumo da região se manter alta durante o dia, com o comércio em operação, e voltar a subir à noite, quando os moradores chegam em casa, o que exige folga de capacidade nos dois períodos.
O período de seca também pesa sobre a rede: com umidade baixa e temperaturas mais altas à tarde, cresce o uso de ventilação e climatização, e a poeira acumulada em isoladores aumenta o risco de falha em equipamentos expostos.
Como registrar falta de luz
Quedas de energia, oscilação e postes danificados podem ser comunicados pela central telefônica 116, pelo aplicativo da distribuidora ou pelo site da concessionária. Ao acionar, vale ter em mãos o número da unidade consumidora, que fica na conta de luz, e informar se a falta atinge só o imóvel ou toda a rua, informação que muda o tipo de equipe enviada.
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