DF tem o dia mais quente do ano, com 34,1°C em Águas Emendadas
Marca deste domingo (9) superou o recorde de janeiro; umidade do ar caiu a 18% no Gama
O Distrito Federal registrou neste domingo (9) o dia mais quente de 2026, com 34,1°C na estação de Águas Emendadas, em Planaltina, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A marca superou o recorde anterior do ano, de 33,5°C, medido em janeiro na mesma estação.
A leitura de 34,1°C não vale para toda a cidade. Cada estação do Inmet mede o próprio ponto, e a diferença entre regiões do DF passou de dois graus no mesmo dia.
As temperaturas por região
Enquanto Águas Emendadas chegou aos 34,1°C, a estação de Brasília, no Plano Piloto, marcou 31,9°C. O Paranoá registrou 33,5°C e o Gama, 33,3°C.
- Águas Emendadas (Planaltina): 34,1°C
- Paranoá: 33,5°C
- Gama: 33,3°C
- Brasília (Plano Piloto): 31,9°C
O recorde histórico do DF continua distante do que foi medido neste domingo. Em outubro de 2020, Águas Emendadas chegou a 37,8°C, a maior temperatura já registrada na série da estação.
A umidade é o problema mais imediato
Junto com o calor veio o ar seco. A umidade relativa caiu a 18% no Gama, 19% em Planaltina, 21% no Paranoá e 22% em Brasília. O Inmet manteve alertas laranja de baixa umidade para o DF, faixa em que o índice pode chegar a 20%.
A Organização Mundial da Saúde considera 60% o piso de conforto para a umidade relativa. Abaixo de 30%, o estado de atenção já é recomendado, e é nessa faixa que o DF vem operando nas tardes de agosto.
O que fazer nos dias de umidade baixa
- Beba água ao longo do dia, sem esperar a sede aparecer
- Evite exercício físico ao ar livre entre 10h e 16h
- Use soro fisiológico nas narinas e nos olhos
- Umidifique o ambiente com bacias de água ou toalhas molhadas
- Mantenha atenção redobrada com crianças pequenas e idosos
Os dados de temperatura e umidade são do Inmet, medidos em 9 de agosto de 2026.
Agosto é o mês crítico do calendário do DF
O pico de calor com ar seco no Distrito Federal não é anomalia. Agosto e setembro fecham a estação seca do cerrado, período em que a cidade passa semanas sem chuva registrada e a umidade relativa despenca nas primeiras horas da tarde, quando a temperatura chega ao máximo do dia.
A combinação de temperatura alta e umidade baixa aumenta o desconforto muito além do que o termômetro indica. Com o ar seco, o corpo perde água pela respiração e pela pele sem que a pessoa perceba, o que explica por que dores de cabeça, ressecamento nasal e irritação nos olhos se multiplicam nessa época no DF.
O que significa o alerta laranja
O Inmet classifica os avisos de baixa umidade por faixas de risco. O alerta laranja indica perigo, e não apenas atenção: nessa faixa, o instituto aponta risco à saúde, com possibilidade de a umidade relativa cair até a marca de 20%.
Nas regiões monitoradas neste domingo, o índice já esteve abaixo desse patamar no Gama, com 18%, e perto dele em Planaltina, com 19%. São valores comparáveis aos de regiões desérticas, medidos em uma cidade com mais de três milhões de habitantes na área metropolitana.
Onde escapar do calor na cidade
Nos fins de semana de agosto, os espaços com sombra e água corrente ficam entre os destinos mais procurados por quem mora na cidade. Parques urbanos com áreas arborizadas, equipamentos culturais com ar-condicionado e programação de fim de tarde concentram o movimento justamente nas horas de pico de calor.
Para quem vai sair, a recomendação dos órgãos de saúde é simples: deixar as atividades ao ar livre para antes das 10h ou depois das 16h, levar água e evitar exposição direta ao sol no intervalo mais quente do dia.
A tendência de calor e ar seco deve continuar enquanto não houver mudança no padrão atmosférico sobre o Planalto Central. A previsão atualizada por região está disponível no portal do Inmet.