Aluno é agredido em colégio militar do DF e comandante é afastado
Estudante de 13 anos ficou com fratura no nariz após agressão no vestiário do Colégio Militar Dom Pedro II; caso foi registrado na DCA e a governadora determinou o afastamento do comandante
Um aluno de 13 anos do Colégio Militar Dom Pedro II, em Brasília, foi agredido por um colega mais velho no vestiário da escola em 4 de agosto e ficou com fratura no osso nasal esquerdo, além de desvio de septo. O laudo aponta 21 dias de afastamento. A governadora Celina Leão determinou o afastamento do comandante da unidade, e o aluno apontado como agressor foi expulso, segundo o Metrópoles.
A agressão ocorreu depois de uma partida de handebol, durante o intervalo, e foi interrompida por monitores da escola. A família registrou ocorrência na 1ª Delegacia da Criança e do Adolescente e a vítima passou por exame no Instituto de Medicina Legal. Nenhum dos dois estudantes é identificado por serem menores de idade.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, ao qual o colégio é vinculado, não havia divulgado nota sobre o caso até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para o posicionamento oficial da corporação.
Segundo relato da família à imprensa, o adolescente agredido evita voltar às aulas por medo de retaliação dos colegas. A rede de apoio nesses casos passa por três frentes: registro policial, acompanhamento escolar e atendimento de saúde mental. As três correm em paralelo e nenhuma substitui a outra.
Colégios militares do DF concentram procura alta na hora da matrícula justamente pela promessa de disciplina, e episódios como esse costumam gerar cobrança de pais sobre o protocolo interno de vigilância nos intervalos e nos vestiários, que são os pontos com menos supervisão da rotina escolar.
A quem a família pode recorrer
Se o seu filho sofreu agressão dentro de uma escola do DF, estes são os caminhos oficiais:
- Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA): registro da ocorrência quando envolve menor de idade, seja como vítima, seja como autor. O boletim pode ser feito presencialmente na unidade.
- Instituto de Medicina Legal: exame de corpo de delito, que gera o laudo usado no inquérito. É solicitado pela delegacia.
- Conselho Tutelar da região administrativa: acompanha a situação da criança ou adolescente e pode cobrar providências da escola.
- Direção e ouvidoria da escola: registro formal do episódio por escrito, com protocolo, para que exista rastro administrativo do que foi comunicado.
- 197: canal de denúncia da Polícia Civil do Distrito Federal, com anonimato garantido.
Colégios militares do DF são administrados pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros e seguem regimento disciplinar próprio, o que não afasta a apuração policial quando o caso envolve lesão corporal. As duas apurações correm em paralelo: uma administrativa, dentro da corporação, e outra criminal, na delegacia.
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