SES-DF alerta que o SUS não cobra e que golpistas usaram falso mutirão do Outubro Rosa
Golpistas pediam Pix para agilizar cirurgias de mama; a secretaria indica onde denunciar
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A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) alertou nesta sexta-feira (6) que o SUS não cobra nada de ninguém, depois de relatos de vítimas de golpistas que exigiam transferência em dinheiro para "agilizar" cirurgias de mama em falsos mutirões do Outubro Rosa. "Nenhum atendimento, consulta, exame laboratorial, medicamento ou procedimento cirúrgico pode ser cobrado", diz a pasta em nota publicada pela Agência Brasília.
A denúncia foi veiculada pela imprensa neste mês, acolhida pela SES-DF e encaminhada à Ouvidoria-Geral do Distrito Federal. A secretaria afirma que coopera com os órgãos de controle e com as forças policiais para identificar os responsáveis. A nota não informa quantas pessoas foram enganadas nem em qual hospital ou mutirão o golpe foi aplicado.
O que a secretaria recomenda
A orientação central é nunca fazer transferência bancária, Pix, depósito ou pagamento em dinheiro vivo com a promessa de garantir vaga, furar fila de regulação ou acelerar consulta e cirurgia na rede pública. Quem pede dinheiro por isso não fala em nome do SUS.
Segundo a SES-DF, o cidadão deve desconfiar e acionar os canais oficiais diante de qualquer um destes sinais:
- cobrança de qualquer valor por consulta, exame, medicamento ou cirurgia;
- abordagem por mensagem de aplicativo oferecendo vaga ou prioridade;
- ligação em nome de profissional da saúde pública pedindo pagamento.
Como o acesso funciona de verdade
O acesso aos serviços do SUS segue um fluxo ordenado pelo Complexo Regulador em Saúde do DF, a partir do encaminhamento feito pelas equipes das unidades básicas de saúde (UBSs). Ou seja, a porta de entrada é a UBS do seu endereço, e a posição na fila de regulação não se compra nem se negocia com intermediário.
Mulheres que aguardam cirurgia de mama podem perguntar a situação do encaminhamento diretamente na UBS que fez o pedido, sem passar por contato que chegou por mensagem.
Onde denunciar
- Ouvidoria-Geral do GDF: telefone 162 ou plataforma Participa DF;
- Polícia Civil do DF (PCDF): Disque-Denúncia 197, WhatsApp institucional ou qualquer delegacia.
A SES-DF lembra que a gratuidade do SUS está na Constituição de 1988. Segundo a pasta, cerca de 76% da população do país depende exclusivamente do sistema público e a rede faz mais de 2,8 bilhões de atendimentos por ano. Outra dica de prevenção para quem recebe ofertas suspeitas: leia o serviço sobre a vacina pneumocócica nas UBSs, que mostra como é o atendimento gratuito de rotina.