Metrô, tarifa zero e anel viário: o que Celina e Grass prometem para o transporte
Planos registrados no TSE coincidem em tarifa zero e expansão do metrô, mas divergem no destino dos trilhos e nas metas para 2030
Neste texto4 tópicos
Celina Leão (PP), candidata à reeleição, e Leandro Grass (PT) disputam o segundo turno do governo do Distrito Federal em 25 de outubro. Os planos de governo que os dois registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) coincidem em tarifa zero e expansão do metrô, mas apontam para trilhos e prazos diferentes, segundo levantamento do g1 DF.
O que segue são promessas de campanha, atribuídas a cada candidato, e não ações do governo em andamento.
Onde os dois planos se parecem
Os dois propõem a tarifa zero, a expansão do metrô e trilhos ligando o DF a Goiás. A diferença está no desenho. Celina fala em tarifa zero para pessoas de baixa renda. Grass fala em tarifa zero progressiva e gradual, com mais linhas e mais frequência.
O que Celina Leão propõe
O plano tem 13 propostas para o transporte. Entre as citadas pelo g1:
- concluir a expansão da linha 1 do metrô, com quatro novas estações nos trechos de Samambaia e Ceilândia;
- implantar a linha 2 do metrô, em direção ao Gama;
- articular com o governo federal e o de Goiás um trem regional entre Brasília e Luziânia;
- construir um anel viário para aliviar o tráfego na EPIG e na área central;
- implantar a tarifa zero para pessoas de baixa renda.
O que Leandro Grass propõe
O plano de Grass traz seis metas para 2030: tarifa zero progressiva, ônibus circulando depois das 22h com paradas iluminadas, início da execução da rede de 395,9 km já planejada (metrô, VLT e BRT), redução à metade das mortes no trânsito, trens novos com menor intervalo e trânsito inteligente nas principais vias.
Entre as propostas para chegar lá, o candidato lista:
- BRT nos eixos Norte, Oeste e Sudoeste e ligações interestaduais com Luziânia e Águas Lindas, com terminal na divisa de Santa Maria e Valparaíso;
- conclusão e ampliação do metrô, com extensão em Samambaia, avanço até Ceilândia e a primeira estação na Asa Norte;
- trem entre Águas Lindas e Ceilândia (cerca de 22 km) e entre Luziânia e Brasília (cerca de 62 km);
- passagens e passarelas mais seguras, com foco nas mulheres;
- destravar o VLT da W3 e o Eixo Aeroporto, segundo o resumo do g1.
Como ler a comparação
Dois pontos ajudam o eleitor. Primeiro, as propostas de Celina listadas pelo g1 não trazem prazo, enquanto as de Grass vêm com metas para 2030. Segundo, as duas candidaturas apostam no Entorno: ambas citam trem para Luziânia, e o Entorno também aparece no projeto de BRT entre o Entorno e o DF, que entrou no PAC. Para quem usa o sistema hoje, o DDB explicou o que mudaria com a assembleia de metroviários que ameaçou parar o metrô e como funciona a regra de ônibus e metrô de graça aos domingos e feriados.
Os planos completos estão disponíveis na página de cada candidatura no portal de divulgação de candidaturas do TSE, na aba de propostas. O levantamento comparativo, que também cobre BRB e assistência social, foi publicado pelo g1 DF. O Daqui de Brasília apresenta as propostas como estão nos documentos, sem avaliar a viabilidade de cada uma.