Espetáculo gratuito ocupa o Teatro Sesc do Gama de 6 a 9 de agosto
Mãe, filho e as cinzas reúne três solos com audiodescrição e tradução em Libras; ingressos saem pelo Sympla
O Teatro Sesc Paulo Gracindo, no Gama, recebe de quinta-feira (6/8) a domingo (9/8) o projeto Mãe, filho e as cinzas, a liturgia não contada. As apresentações têm entrada gratuita, com retirada de ingresso pelo Sympla, e contam com audiodescrição e tradução em Libras.
O trabalho é do Coletivo Poéticas da Meia Noite, grupo fundado em 2021 que reúne integrantes da Universidade Federal de Goiás e profissionais de Goiás e de Brasília. A direção é de Kênia Dias e Thiago Carvalho.
São três solos escritos pelos próprios intérpretes a partir de memórias de infância marcadas por religiosidade. Helena D'Tróia apresenta Miolo Mãe, Davi Dias assina Heranças do (A)mar e Fernanda Tiago leva à cena Incendiária. Cada sessão termina com uma conversa entre elenco e plateia.
É muito bonito ver esses jovens artistas traçando uma trajetória autoral, com esse desejo de troca, afirmou a diretora Kênia Dias.
Teatro de graça fora do Plano Piloto
A temporada no Gama segue um movimento que tem crescido na agenda da cidade: produção autoral apresentada em equipamento de região administrativa, e não no eixo central. O Teatro Sesc Paulo Gracindo é uma das salas mais ativas fora do Plano Piloto e concentra parte relevante da programação cênica gratuita do DF.
A acessibilidade completa em todas as sessões também não é regra na cidade. Audiodescrição e Libras costumam aparecer em datas isoladas dentro de uma temporada, o que restringe o público que consegue escolher quando assistir.
O Sesc no Distrito Federal mantém salas em regiões administrativas fora do centro, e o Paulo Gracindo é a principal delas na região sul do DF. O teatro recebe temporadas de grupos locais, mostras de artes cênicas e programação infantil, quase sempre com ingresso gratuito ou a preço social.
O Coletivo Poéticas da Meia Noite trabalha a partir de pesquisa sobre memória e alteridade na construção dramatúrgica. Em vez de partir de um texto pronto, o processo começa com material biográfico dos intérpretes, depois lapidado em cena com a direção. É o que explica a estrutura em solos: cada artista assina o próprio texto e defende a própria história no palco.
A conversa com a plateia ao fim de cada apresentação faz parte do projeto, e não é bate-papo protocolar de estreia. O grupo trata o encontro como etapa do trabalho, com o público comentando o que viu antes de deixar a sala.
Serviço
- O quê: Mãe, filho e as cinzas, a liturgia não contada, do Coletivo Poéticas da Meia Noite
- Quando: de quinta-feira (6/8) a domingo (9/8)
- Onde: Teatro Sesc Paulo Gracindo, no Gama
- Quanto: gratuito, com retirada de ingresso pelo Sympla
- Acessibilidade: audiodescrição e tradução em Libras em todas as sessões
- Horários: divulgados na página do evento no Sympla e nos canais do Sesc-DF
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