Curso de Modernismo do Sesc Cultural tem três aulas gratuitas até 28 de novembro
Depois da masterclass de Lilia Schwarcz, o curso segue com Vera Pugliese, Graça Ramos, Renata Felinto e Naine Terena, sempre aos sábados no Setor Comercial Sul
O Sesc Cultural abriu no dia 17 de outubro o curso Modernismo na História da Arte Brasileira e ainda tem três encontros pela frente: 31 de outubro, 14 e 28 de novembro, sempre das 10h às 13h, no Teatro Silvio Barbato, no Setor Comercial Sul. A entrada é franca e os ingressos são distribuídos meia hora antes, no foyer do teatro.
A aula inaugural ficou com a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, que fez a masterclass Semana de 22: Ecos, Mitos e Ausências para uma plateia de 100 pessoas. Professora sênior da USP e integrante da Academia Brasileira de Letras, ela começou pelas lacunas da Semana de Arte Moderna de 1922: a pianista Guiomar Novaes, a pintora Zina Aita e a tapeceira Regina Gomide Graz entraram no rol dos esquecidos, e Lima Barreto, escritor negro, nem foi convidado.
"Estamos falando de uma São Paulo onde os bondes elétricos conviviam com carros de bois", disse Lilia. Para ela, a Semana de 22 foi uma contranarrativa aos cem anos da Independência, quando o Brasil ainda celebrava o Império.
As três aulas que faltam
Em 31 de outubro, a professora Vera Pugliese, do Departamento de Artes Visuais da UnB, fala sobre as vanguardas europeias (expressionismo, cubismo, futurismo e surrealismo) e o que o modernismo brasileiro fez com elas. Em 14 de novembro, a jornalista e curadora Graça Ramos, doutora em História da Arte pela Universidade de Barcelona, trata de Brasília como a aplicação prática das ideias modernas em arquitetura, literatura e artes visuais.
O encerramento, em 28 de novembro, é com as curadoras e pesquisadoras Renata Felinto e Naine Terena, do povo Terena. O tema é como a população negra e os povos indígenas foram retratados no imaginário modernista, e o que ficou de fora.
Curso formativo para professores
O público geral assiste às aulas ao lado de 15 professores da rede EduSesc, escolhidos para um grupo piloto que vai montar projetos pedagógicos para o ano letivo de 2027. O percurso deles inclui uma visita técnica ao Instituto Inhotim. O modernismo de Brasília, tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade, integra o currículo das escolas do DF.
"Mais do que revisitar, queremos refletir sobre as narrativas que construíram a história da arte brasileira", afirmou Auber Bettinelli, coordenador pedagógico do Programa Educativo do Sesc Cultural. É o primeiro curso do programa.
O Sesc Cultural será um complexo de quase 10 mil metros quadrados na quadra 511 Norte, a partir de uma estrutura projetada nos anos 1970 por João Filgueiras Lima, o Lelé, e abandonada por quase duas décadas. As obras começam em 2027 e a inauguração está prevista para o fim de 2028, conforme o Sesc-DF. Por enquanto, a programação acontece no Teatro Silvio Barbato.
Quem quer completar o fim de semana com arte gratuita tem ainda a mostra de Vik Muniz no CCBB, aberta a partir de terça-feira (27), e a exposição do Instituto Cervantes, na Asa Sul.
- Quando: sábado, 31 de outubro, e sábados 14 e 28 de novembro, das 10h às 13h
- Onde: Teatro Silvio Barbato, Setor Comercial Sul
- Quanto: grátis, com ingresso retirado meia hora antes no foyer
- Informações: sescdf.com.br