Vik Muniz abre mostra com 188 obras e entrada grátis no CCBB Brasília
"A Olho Nu" ocupa duas galerias de 27 de outubro a 31 de janeiro, de terça a domingo, das 9h às 21h
Neste texto4 tópicos
A maior retrospectiva já feita sobre Vik Muniz abre ao público na terça-feira, 27 de outubro, no CCBB Brasília. "Vik Muniz – A Olho Nu" reúne cerca de 188 obras entre fotografias, esculturas e objetos, ocupa as Galerias I e II e fica em cartaz até 31 de janeiro de 2027. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingresso.
O que dá para ver na mostra
O percurso cobre quase quatro décadas de trabalho do artista paulistano, nascido em 1961. Começa nas peças tridimensionais feitas antes de a fotografia virar o centro da produção e chega às séries mais conhecidas. Muniz ficou famoso por montar retratos e paisagens com açúcar, feijão, chocolate, sucata, brinquedos e recortes de revista, e depois fotografar o resultado.
A curadoria é de Daniel Rangel. Segundo ele, as obras se relacionam "por similaridades poéticas, visuais, formais ou contextuais", e não apenas em ordem cronológica. O CCBB destaca cinco conjuntos:
- Medusa Marinara, que recria a figura mitológica com alimentos e molho de tomate;
- Verso, com o lado de trás de telas famosas, como o Abaporu, de Tarsila do Amaral, a Gioconda e a Noite Estrelada, mostrando molduras, etiquetas e marcas do tempo;
- Principia, com objetos comuns que parecem fenômenos científicos quando vistos num visor estereoscópico;
- Colônias, feita com o biólogo Tal Danino durante residência no MIT, em que células vivas são organizadas e registradas por microscopia;
- Relicário, com esculturas que misturam formas familiares e materiais inesperados.
Quem é Vik Muniz
O artista tem ateliês no Rio de Janeiro, em Nova York e em Salvador. Obras dele estão em acervos como o do Centre Pompidou, em Paris, do Reina Sofía, em Madri, do Guggenheim, em Nova York, e da Tate, em Londres. No Brasil, aparecem no Masp e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. O documentário "Lixo Extraordinário", sobre o trabalho dele com catadores do aterro de Jardim Gramacho, foi indicado ao Oscar.
A mostra já passou pelo CCBB do Rio de Janeiro, que a abriu em maio, e agora chega a Brasília. Segundo o centro cultural, a edição daqui tem 188 obras.
Como retirar o ingresso e chegar
Os ingressos gratuitos saem no site ccbb.com.br/brasilia ou na bilheteria do prédio. Se você mora longe do Setor de Clubes Sul, existe a van gratuita "Vem pro CCBB", que liga a Biblioteca Nacional ao centro cultural de quinta a domingo. Ela sai da Biblioteca Nacional de hora em hora, das 13h às 20h, e volta do CCBB de meia em meia hora, das 13h30 às 21h30.
O CCBB tem outras atrações na agenda. A mostra de Yoshitaka Amano, com fim marcado para 1º de novembro, divide o calendário com a abertura de Muniz. Em 4 de novembro, o Clube de Leitura recebe Ruy Castro e Heloisa Seixas.
Serviço
- Exposição: Vik Muniz – A Olho Nu
- Quando: de 27 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, de terça a domingo, das 9h às 21h
- Onde: Galerias I e II do CCBB Brasília, SCES, Trecho 2, Lote 22, Setor de Clubes Sul
- Quanto: gratuito, com retirada de ingresso no site ou na bilheteria
- Classificação: livre
- Telefone: (61) 3108-7600
Fonte: página oficial da exposição no site do CCBB, consultada em 23 de outubro de 2026.