Cultura & Lazer

Catetinho faz 70 anos em 10 de novembro e abre de graça, de terça a domingo

Primeira residência oficial de JK em Brasília funciona das 9h às 17h, com entrada e estacionamento gratuitos

Neste texto3 tópicos
  1. Um palácio de tábuas feito em dez dias
  2. O que dá para ver na visita
  3. Regras da visita

O Museu do Catetinho, no Park Way, completa 70 anos de inauguração na terça-feira, 10 de novembro. A casa de madeira que serviu de primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek na construção de Brasília abre de terça a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita, e a data cai num dia de visitação normal.

  • Aniversário: terça, 10 de novembro de 2026 (inaugurado em 10/11/1956)
  • Visitação: terça a domingo, inclusive feriados, das 9h às 17h; fechado às segundas
  • Entrada e estacionamento: gratuitos
  • Endereço: BR-040, saída Sul, Park Way

Nos canais oficiais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) não consta, até a publicação desta matéria, uma programação especial para o aniversário. A secretaria diz que a agenda do espaço sai nas redes sociais, no perfil @museudocatetinho. Vale conferir lá antes de ir.

Um palácio de tábuas feito em dez dias

O Catetinho é o primeiro projeto de Oscar Niemeyer para Brasília. Foi erguido para abrigar o presidente, diretores, engenheiros e visitantes ilustres durante as obras da nova capital. A construção levou dez dias. O nome, segundo a Secec, foi sugerido por Dilermando Reis, em alusão ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, então sede da Presidência.

O historiador Elias Manoel Silva, do Arquivo Público do DF, contou ao Correio Braziliense em 2023 que o desejo de JK de ter um pouso perto das obras surgiu numa visita ao Planalto em 2 de outubro de 1956. O terreno ficava a cerca de 30 quilômetros do Plano Piloto, perto de uma nascente. Na época, o presidente chegava às sextas-feiras e voltava ao Rio aos domingos, e usava os dias para despachar e visitar os canteiros.

A casa ficou em uso até 1959, quando o Palácio da Alvorada ficou pronto. No mesmo ano, em 10 de novembro, o Iphan tombou o conjunto.

Quarto de Juscelino Kubitschek no Catetinho, com cama de casal, rádio portátil e lampiões
Quarto do presidente no Palácio de Tábuas, com móveis e objetos da épocaFoto: José Cruz/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O que dá para ver na visita

O projeto museográfico retoma as referências da época e preserva parte do mobiliário e dos objetos originais, completados por fotografias. Em 2022, quando o museu reabriu depois de dois anos fechado para reforma, o acervo somava 466 itens, entre móveis, utensílios, livros e discos que JK usou. A Secec investiu R$ 396,6 mil na manutenção, do telhado ao piso.

O espaço tem área de piquenique, caminho até a nascente e passarela de concreto plana, com rampas, até um dos acessos da casa. Há vaga reservada para pessoa com deficiência e banheiro acessível no anexo. Escolas podem pedir visita guiada pelo telefone (61) 3338-8803.

Regras da visita

  • Animais domésticos não entram: o museu fica em área de proteção ambiental.
  • Alimentos e bebidas não entram no Palácio de Tábuas nem no anexo.
  • É proibido fumar em toda a gleba.

Quem quiser conhecer outro lugar ligado à memória de JK na cidade pode ler o que o DDB publicou sobre os 50 anos da morte do ex-presidente e o Memorial JK. Para um roteiro de espaços culturais com horário e endereço, há também o guia das bibliotecas públicas do DF.

Fontes: página do Museu do Catetinho na Secec-DF (cultura.df.gov.br/catetinho), Correio Braziliense (17/11/2023) e Jornal de Brasília (19/04/2022).