Morre Alice Bisol Cascão, pioneira de Brasília, aos 93 anos; velório foi neste domingo
Natural de Goiânia, ela chegou à capital em 1958 e foi casada por 68 anos com Elson Cascão, fundador da Rede Cascol
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Alice Maria Bisol Cascão, uma das testemunhas da construção de Brasília, morreu neste sábado (10), aos 93 anos. Natural de Goiânia (GO), ela chegou ao Distrito Federal em 1958, quando a futura capital ainda estava em obras. A causa da morte não foi divulgada, segundo o Jornal de Brasília.
Alice era viúva do empresário Elson Cascão, pioneiro do setor de combustíveis na região e fundador da Rede Cascol. O velório foi realizado neste domingo (11), às 13h, conforme informações da família à imprensa, e a cremação estava prevista para o fim da tarde.
Uma vida ligada à Cidade Livre
A história do casal se confunde com a da Rede Cascol. A empresa começou em 1958 com a abertura do Auto Posto Paranoá, na antiga Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante. No ano seguinte, inaugurou outra unidade na Candangolândia, conhecida popularmente como "Disco Voador". Com o tempo, o negócio cresceu no mercado de combustíveis da capital.
Foram 68 anos de casamento. Alice e Elson tiveram quatro filhos: Elson Cascão II, o Elsinho, Elca, Elce e Elma. A família reúne ainda nove netos e oito bisnetos. É uma linhagem grande. Elson morreu em julho de 2024, aos 92 anos, depois de uma trajetória marcada pelo comércio de combustíveis e pela pecuária.
O que disse o filho
Em entrevista ao Correio Braziliense, Elson Cascão II destacou o papel da mãe na história da família. "Ela foi uma guerreira, sabe? Eu acredito que foi uma pessoa de muito apoio ao meu pai durante toda a vida", afirmou. Segundo ele, Alice teve peso na criação dos filhos e no suporte ao marido nos desafios que a família enfrentou.
Votou no último domingo
Aos 93 anos, Alice mantinha uma rotina ativa. No domingo anterior à morte, dia 4, participou do primeiro turno das eleições e fez questão de votar, acompanhada dos filhos. O registro, feito poucos dias antes da morte, virou uma das últimas lembranças da família com a matriarca.
Por que o nome importa para a cidade
Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960. Quem chegou em 1958, como Alice, viu a cidade antes de ter ruas, escolas e comércio estabelecidos. A Cidade Livre, onde o primeiro posto da família foi aberto, surgiu para abrigar o comércio e os trabalhadores das obras e deu origem ao Núcleo Bandeirante. Cada pioneiro que morre leva consigo parte da memória desse período. Registrar essas trajetórias interessa a quem mora na cidade hoje.
O material publicado não traz programação de missa de sétimo dia.
Fontes: Jornal de Brasília (11 de outubro de 2026), que cita entrevista do filho ao Correio Braziliense.