Cidades

Portal do CRMB passa a dar acesso à Delegacia Eletrônica no DF

Mulheres podem iniciar o registro de ocorrência de violência doméstica pela internet, com apoio das equipes do centro

Mulheres que precisam registrar ocorrência de violência doméstica passam a acessar a Delegacia Eletrônica por um link disponível no portal do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB). O serviço foi anunciado pelo Governo do Distrito Federal em 26 de agosto e permite iniciar o registro pela internet, sem ida presencial à delegacia.

Nas unidades do CRMB, as equipes também podem orientar e apoiar o acesso à plataforma durante o atendimento. O suporte é oferecido quando necessário e conforme a decisão da mulher, sem substituir a escolha dela sobre como e quando registrar.

O que o CRMB faz e o que não faz

O centro não substitui a atuação da Polícia Civil e não registra a ocorrência no lugar da mulher. A função da equipe é acolher, orientar sobre a rede de proteção e apoiar o acesso aos serviços, inclusive ao registro e, quando cabível, ao pedido de medidas protetivas de urgência.

O registro feito pela Delegacia Eletrônica é encaminhado à Polícia Civil, que analisa o caso e adota os procedimentos cabíveis. O caminho digital, portanto, não encerra o processo: ele abre o procedimento que segue na esfera policial.

Para quem a mudança faz diferença

A possibilidade de receber orientação durante o atendimento mira três situações concretas: quem enfrenta dificuldade de deslocamento até uma delegacia, quem tem dúvida sobre o procedimento e quem precisa de apoio para usar as ferramentas digitais.

  • Registro de ocorrência iniciado on-line, sem comparecimento presencial
  • Acolhimento e orientação sobre a rede de proteção nas unidades do CRMB
  • Apoio da equipe para acessar a plataforma, quando a mulher pedir
  • Encaminhamento automático do registro à Polícia Civil
  • Orientação sobre medidas protetivas de urgência, quando cabível

A rede de proteção no DF

O CRMB integra a estrutura de atendimento à mulher do Distrito Federal, ao lado das delegacias especializadas e dos equipamentos de acolhimento. A soma de canais existe porque o momento da denúncia é o de maior risco, e reduzir a barreira de acesso é a forma de encurtar o intervalo entre a agressão e a proteção.

Iniciativas recentes seguem a mesma linha de encurtar prazo, como o ciclo de encontros sobre violência doméstica realizado em Taguatinga em agosto.

Serviço

  • Onde: portal do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB), com link para a Delegacia Eletrônica
  • Quem atende: equipes do CRMB, com acolhimento e orientação presencial
  • Emergência: 190
  • Central de Atendimento à Mulher: 180

Em situação de risco imediato, o acionamento do 190 continua sendo o canal indicado, à frente de qualquer registro digital.

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