Cidades

CLDF entrega 148 moções a mestres de cerimônias e juízes de paz do DF

Sessão solene proposta pelo deputado Eduardo Pedrosa também debateu a regulamentação da profissão, que hoje não tem registro próprio

A Câmara Legislativa do Distrito Federal entregou 148 moções de louvor a mestres de cerimônias, juízes de paz, cerimonialistas e celebrantes sociais em sessão solene realizada na quarta-feira (16), no plenário da Casa. A proposta partiu do deputado distrital Eduardo Pedrosa (União).

A sessão também abriu espaço para o debate sobre a regulamentação da profissão, uma reivindicação antiga da categoria, que hoje atua sem registro próprio e sem piso definido.

"Hoje, vocês não são os imprescindíveis coadjuvantes de uma solenidade. Vocês é que são os protagonistas homenageados", disse Pedrosa ao abrir a solenidade.

Quem faz esse trabalho na cidade

São profissionais que aparecem em quase todo evento formal de Brasília e raramente são notados. O grupo homenageado reúne quatro funções distintas:

  • mestre de cerimônias, que conduz o roteiro e a ordem de falas em solenidades públicas e privadas;
  • cerimonialista, responsável pelo protocolo, pela precedência das autoridades e pela organização do evento;
  • juiz de paz, que celebra casamentos civis;
  • celebrante social, que conduz cerimônias simbólicas de casamento, batizado e formatura.

Para a juíza de paz Luciana Rocha, a homenagem tem peso que vai além do gesto protocolar.

"Esta sessão solene representa muito mais do que uma homenagem. Ela representa visibilidade, reconhecimento e valorização profissional", afirmou.

A mestre de cerimônias Luísa Reis Mascarenhas descreveu o ofício como um trabalho dedicado às histórias, à memória e aos afetos de quem participa da solenidade.

Representante do Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas da 6ª Região, André Aureliano defendeu que a função tem alcance institucional.

"É o cerimonial que dá significado aos ritos da vida, da celebração de um casamento à posse de um presidente da República", disse.

O que falta para a regulamentação

A categoria não tem lei federal que defina requisitos de formação, atribuições e registro profissional. Na prática, qualquer pessoa pode se apresentar como cerimonialista no DF, e a contratação depende de indicação e portfólio.

Moções de louvor como as entregues na quarta não criam direitos nem alteram a situação legal da profissão. São instrumentos de reconhecimento público aprovados pelo plenário da CLDF, e funcionam, na prática, como apoio político a pautas da categoria.

As sessões solenes da CLDF são convocadas a pedido de um parlamentar e aprovadas pela Mesa Diretora. Ocupam o plenário fora do horário das votações ordinárias e não deliberam sobre projetos: servem para homenagear datas, entidades e categorias profissionais do DF. A Casa realiza dezenas delas por ano, e a agenda de 2026 tem concentrado homenagens a ofícios pouco visíveis, como profissionais de necropsia e monitores educacionais.

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