Saúde

Hospital DF Star faz a primeira cirurgia robótica de câncer de mama do DF; paciente teve alta em 24 horas

Mastectomia com reconstrução imediata por prótese usou a plataforma Da Vinci Xi; hospital não informou idade, estágio do tumor nem duração

Neste texto3 tópicos
  1. O que o robô faz e o que não faz
  2. O que não foi informado
  3. Fatores de risco, segundo o Ministério da Saúde

O Hospital DF Star, na Asa Sul, fez a primeira cirurgia robótica para tratar câncer de mama do Distrito Federal. A operação foi em 8 de outubro, conduzida pela mastologista Karimi Amaral, e só veio a público nesta quinta-feira (29), segundo o Metrópoles. A paciente teve alta cerca de 24 horas depois.

O procedimento foi uma mastectomia, a retirada da mama, com reconstrução imediata por prótese. Retirada e reconstrução aconteceram na mesma operação, de modo que a mama já saiu reconstruída da sala cirúrgica. A equipe usou a plataforma Da Vinci Xi.

Robô cirúrgico Da Vinci Xi visto de frente
A plataforma Da Vinci Xi é comandada pelo cirurgião a partir de um console; imagem ilustrativa de outro hospitalFoto: Alvarogarciamd/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O que o robô faz e o que não faz

Apesar do nome, a máquina não opera sozinha. A cirurgiã comanda todos os movimentos dos instrumentos a partir de um console, e o sistema entrega uma visão tridimensional ampliada da região operada. Os braços são finos, longos e articulados, e reproduzem os movimentos das mãos de quem opera.

Para Karimi Amaral, a vantagem está nas incisões menores, que agridem menos os tecidos. "A possibilidade de realizar incisões menores contribui para uma cicatriz muito discreta, muitas vezes quase imperceptível. Também podemos ter menos hematomas e edema, além de uma recuperação mais rápida e confortável", disse a médica. Edema é o inchaço da região operada.

Segundo a equipe, a paciente evoluiu bem, não relatou dor e ficou satisfeita com o resultado e com a cicatriz pequena. É o relato de um único caso, divulgado pelo próprio serviço, e não permite concluir como a técnica se compara à cirurgia convencional em outras pacientes.

O que não foi informado

O hospital não divulgou a idade da paciente, o estágio do câncer nem quanto tempo durou a cirurgia. Custo, cobertura por planos de saúde e data para atender outras pacientes também ficaram de fora do comunicado. Quem quiser saber se a abordagem robótica se aplica ao seu caso precisa tratar do assunto com a mastologista, que avalia o tipo e o estágio do tumor.

A própria cirurgiã defende que a tecnologia faça parte de um cuidado individualizado, que considere o tratamento do câncer e também a recuperação, a autoestima e os aspectos emocionais do diagnóstico.

Fatores de risco, segundo o Ministério da Saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, a idade é o principal fator de risco para o câncer de mama feminino, e a incidência aumenta a partir dos 40 anos. Obesidade, histórico familiar, alta densidade mamária, primeira menstruação precoce, menopausa tardia e reposição hormonal também entram na lista. A pasta destaca que identificar esses fatores e detectar a doença cedo favorece o resultado do tratamento.

O Outubro Rosa termina neste sábado, e a cobertura do mês no DF inclui outros temas. O 11º Mutirão de Reconstrução Mamária do Hospital Regional de Taguatinga atendeu 32 mulheres, e a exposição Cicatrizes mostra retratos do câncer de mama na CLDF e na Câmara dos Deputados até 31 de outubro.