Cultura & Lazer

Exposição Cicatrizes mostra retratos do câncer de mama na CLDF e na Câmara até 31/10

Mostra da Recomeçar chega à 10ª edição no Outubro Rosa, com 11 mulheres e um homem retratados

Neste texto4 tópicos
  1. Quem aparece nas fotografias
  2. O que mais está na programação da campanha
  3. Por que a conversa sobre diagnóstico importa
  4. Serviço

A exposição fotográfica “Cicatrizes”, da Recomeçar, Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília, está aberta até 31 de outubro na Câmara Legislativa do Distrito Federal e, a partir de 15 de outubro, também no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, onde fica até o dia 30. A mostra reúne retratos de 11 mulheres e um homem que passaram pelo diagnóstico e pelo tratamento do câncer de mama, e faz parte da programação do Outubro Rosa na capital.

É a décima edição da exposição, no ano em que a associação completa 15 anos de atuação. Em vez de mostrar só o corpo, as imagens tratam das marcas que a doença deixa, físicas e invisíveis: o medo de o câncer voltar, a mudança na relação com o espelho, as perdas durante o tratamento e a decisão de seguir em frente.

Quem aparece nas fotografias

Os retratados têm idades e trajetórias diferentes. Arminda Abrantes, de 82 anos, encontrou apoio na filha e na fé. Bruna Furlan, de 25, recebeu o diagnóstico aos 24 e passou por quimioterapia, mastectomia e radioterapia. Pedro Mascarenhas, de 45, descobriu que também podia desenvolver a doença.

A presença de um homem na mostra é proposital. O câncer de mama masculino é raro, mas existe, e a associação quer que a atenção aos sinais e o acesso ao diagnóstico não sejam vistos como assunto só de mulher.

“São pessoas de diferentes idades e trajetórias, com diagnósticos, tratamentos e desfechos diferentes, mas que carregam marcas que vão muito além do corpo”, afirma Joana Jeker dos Anjos, presidente da Recomeçar.

Laço rosa de papel sobre fundo rosa, símbolo da campanha contra o câncer de mama
O laço rosa simboliza a campanha do Outubro RosaFoto: Pexels

O que mais está na programação da campanha

A exposição é a peça central, mas a Recomeçar espalhou a campanha por outros pontos da cidade. Pelo cronograma divulgado pela associação, o que ainda está por vir é:

  • 23 de outubro, das 10h às 12h: ação educativa no Centro de Ensino Médio 12 de Ceilândia (QNP 13, Área Especial, Setor P Norte), sobre saúde e autocuidado;
  • 28 de outubro: encerramento do Outubro Rosa com uma ação na rampa do Congresso Nacional;
  • 29 de outubro: ação educativa na UBS 11 de Ceilândia (EQNO 17/18, Área Especial, Expansão do Setor O), com foco em sinais, sintomas e busca por atendimento.

O estande de orientação na Rodoviária do Plano Piloto funcionou de 7 a 16 de outubro e já foi encerrado.

Por que a conversa sobre diagnóstico importa

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 1.410 novos casos de câncer de mama por ano no Distrito Federal no triênio 2026–2028. No Brasil, a estimativa é de 78.610 casos por ano. O oncologista Márcio Almeida, do Hospital Brasília e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, explica que o rastreamento serve para encontrar a doença quando a mulher se sente bem. Segundo ele, esperar aparecer um caroço pode significar perder a chance de tratar mais cedo, e o diagnóstico precoce pode permitir cirurgias mais conservadoras.

Quem quer aproveitar o mês para se cuidar encontra no DAQUI outras ações do Outubro Rosa, como a mamografia gratuita do Sesc em Planaltina, e uma explicação sobre o exame genético para câncer hereditário no DF.

Serviço

  • O quê: exposição fotográfica “Cicatrizes”, da Recomeçar;
  • Câmara Legislativa do DF: até 31 de outubro;
  • Câmara dos Deputados (Salão Nobre): até 30 de outubro;
  • Horário de visitação e regras de acesso: não constam do material divulgado; confirme com a Recomeçar ou com a portaria de cada casa antes de ir.

As informações sobre a mostra e o cronograma vêm de reportagem do Jornal de Brasília de 5 de outubro, com base na divulgação da associação.

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