Dia das Crianças no DF: 61,9% vão presentear, mas o ticket médio cai de R$ 232 para R$ 186
Pesquisa da Fecomércio-DF mostra 61,9% dispostos a presentear, brinquedo em 54,1% e gasto médio 20% menor. Veja onde e quando o DF pretende comprar.
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O comércio do Distrito Federal espera vender no Dia das Crianças deste ano quase o mesmo que vendeu em 2025, com um detalhe que muda a conta do lojista: o brasiliense pretende gastar R$ 186 por presente, contra R$ 232 no ano passado. A queda é de cerca de 20% no ticket médio, segundo pesquisa do Instituto Fecomércio-DF divulgada nesta semana.
A sondagem ouviu 150 consumidores em pontos de circulação do DF e 120 empresas, por telefone, entre 10 e 20 de setembro. Entre os consumidores, 61,9% pretendem presentear em 12 de outubro. Entre os 38,1% que não vão presentear, o motivo mais citado não é dinheiro: 45,8% dizem não ter a quem dar presente. Outras prioridades de gasto aparecem com 23,7% e dificuldade financeira, com 13,6%.
Do lado de quem vende, o clima é de estabilidade. Metade dos empresários (50,8%) acredita que o desempenho será parecido com o de 2025 e 45% esperam resultado melhor. Só 4,2% projetam queda, contra 24% que projetavam queda na pesquisa do ano passado. O indicador de vendas da entidade ficou em 2%.

O que as famílias pretendem comprar
O brinquedo continua no topo da lista, citado por 54,1% dos consumidores. Roupas e acessórios vêm em seguida, com 20,7%, seguidos de calçados (9,6%) e chocolates ou trufas (8,1%). A pesquisa ouviu lojistas dos ramos de eletrônicos e tecnologia, vestuário, brinquedos, supermercados, calçados, chocolaterias, livrarias e papelarias.
Na hora de escolher onde comprar, a loja de rua ou de bairro e o shopping somam 58,4% da preferência. O comércio eletrônico aparece com 26%.
Para quem quer evitar fila, a pesquisa também mapeou quando o brasiliense pretende ir às compras:
- Período do dia: manhã, 39,6%; tarde, 37,5%; noite, 22,9%.
- Dia da semana mais procurado: sábado, com 28,6% das intenções.
- Onde: loja de rua, de bairro e shopping somam 58,4%; e-commerce, 26%.
- Ticket médio previsto: R$ 186, ante R$ 232 em 2025.
- Data: o Dia das Crianças cai numa segunda-feira, 12 de outubro, feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida.
O que muda nas lojas
Entre os lojistas, 60,8% pretendem adotar alguma estratégia para puxar movimento. As mais citadas são promoções (22,54%), variedade de produtos (20,23%), desconto para pagamento à vista (12,72%) e venda em kits (11,56%). No estoque, 81,7% dizem que vão manter a mesma quantidade de produtos do ano passado.
Nos preços, 60,8% dos comerciantes pretendem manter os valores e 34,2% consideram reajuste, com aumento médio estimado em 9,6%, atribuído ao repasse de custos dos fornecedores. Outros 5% planejam baixar preços na data. Quem projeta alta nas vendas aponta o peso da própria data (30,7%) e as promoções do período (27,6%); entre os que esperam queda, 100% citam a crise.
"Embora o ritmo de crescimento esperado seja mais moderado, o cenário para o Dia das Crianças continua positivo. Quase metade dos lojistas projeta alta nas vendas e apenas 4% projetam queda, um índice menor que em 2025", afirmou o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, na divulgação da pesquisa.
O que o consumidor deve conferir antes de pagar
Preço anunciado na vitrine, na etiqueta e no caixa precisa ser o mesmo, e o menor deles é o que vale. A troca de presente por arrependimento não é obrigatória quando a compra foi feita na loja física e o produto não tem defeito: a loja só é obrigada a trocar se tiver prometido isso. Peça a política de troca por escrito na nota. Em compra pela internet, vale o direito de arrependimento em sete dias, contados do recebimento, previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor.
Para brinquedo, confira o selo do Inmetro e a faixa etária impressa na embalagem, que é o dado que mais evita acidente com peça pequena. Reclamação sobre preço, propaganda enganosa ou recusa de troca prometida vai ao Procon-DF, pelo 151 ou pelos postos de atendimento nas regiões administrativas.
Outras leituras do comércio do DF neste ano: a pesquisa do Dia dos Pais, quando o ticket caiu a R$ 172 e o mutirão da Fecomércio-DF com 300 vagas de estágio.