Cultura & Lazer

Memorial dos Povos Indígenas abre de terça a domingo, das 9h às 17h, na Praça do Buriti

Prédio de Niemeyer tem arena de areia a céu aberto, 600 m² de exposição e visita guiada por telefone

Neste texto3 tópicos
  1. O que há dentro do prédio
  2. Por que o prédio passou anos fechado
  3. Acessibilidade e serviço

O Memorial dos Povos Indígenas recebe visitantes de terça a domingo e nos feriados, das 9h às 17h, no Eixo Monumental Oeste, na Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK. O equipamento é da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec) e tem arquitetura de Oscar Niemeyer, que se inspirou numa maloca yanomami para desenhar o edifício circular.

A ficha oficial do espaço, publicada no site da Secec, não menciona cobrança de ingresso. Quem quiser confirmar antes de ir pode ligar para (61) 3344-1155 ou 3344-1154, os mesmos números usados para pedir visita guiada.

Sala de exposição do Memorial dos Povos Indígenas com cortinas verdes, vitrines de cerâmica e painéis de fotografias
Sala expositiva do Memorial em registro antigo; as mostras em cartaz mudam e a programação atual está no Instagram do espaçoFoto: Daderot/Wikimedia Commons (CC0)

O que há dentro do prédio

A entrada é por uma rampa. Logo depois fica o hall, de cerca de 133 m². Em seguida vem o miniauditório, com 48 cadeiras e sala de projeção, que a Secec indica para filmes, documentários, palestras e oficinas.

A área expositiva, de uns 600 m², fica logo depois do auditório e tem três paredes curvas brancas e piso em leve declive, por causa do desenho do prédio. É onde entram as mostras temporárias. A programação do mês não está na página oficial: a Secec manda procurar no Instagram @memorialdospovosindigenas.

No centro do conjunto há uma arena circular de 916 m², com piso de areia e céu aberto, usada para apresentações e rodas de conversa. O prédio ainda tem uma lanchonete de 152 m² e, segundo a ficha, não há limite de público.

Por que o prédio passou anos fechado

Nos anos 1980, a Fundação Nacional do Índio (Funai) pretendia levar para Brasília o acervo do Museu do Índio, do Rio de Janeiro, e o projeto de Niemeyer nasceu para isso. A transferência não saiu do papel. O GDF assumiu a criação de um espaço indígena na capital e convidou a antropóloga Berta Ribeiro para coordená-lo, com reuniões que reuniram lideranças como Raoni, Marcos Terena, Megaron e Ailton Krenak.

Em 1987, o então governador José Aparecido de Almeida destinou o prédio ao Museu de Arte Moderna de Brasília, o que provocou revolta entre indígenas e apoiadores. O edifício ficou fechado até 1989 e passou para a esfera federal. Em 1990, uma primeira exposição foi cancelada no dia da inauguração, depois que uma tempestade causou goteiras e inundações. Em 1994, um museu funcionou ali por apenas três meses.

O GDF reassumiu a administração em março de 1995. No Dia do Índio daquele ano, lideranças Karajá, Kuikuro, Terena e Xavante fizeram a posse simbólica do espaço, que só teve a reabertura oficial em 1999.

Acessibilidade e serviço

A entrada de visitantes é por rampa, há uma vaga reservada para pessoas com deficiência física no estacionamento em frente e a sala de exposição e o auditório ficam no primeiro pavimento, sem barreiras de circulação.

  • Onde: Eixo Monumental Oeste, Zona Cívico-Administrativa, Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK
  • Quando: terça a domingo e feriados, das 9h às 17h
  • Telefones: (61) 3344-1155 e 3344-1154
  • Visitas escolares: educativo.mpi@cultura.df.gov.br
  • Programação: Instagram @memorialdospovosindigenas

Informações conferidas na ficha do equipamento no site da Secec em 23 de outubro de 2026. Para outros endereços culturais da cidade, veja também o Museu Vivo da Memória Candanga e o Catetinho.