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Epig terá 4 passagens subterrâneas para pedestres; obra soma R$ 17,3 milhões

Fundações e lajes estão prontas; escavação começa sem fechar a pista, informa o GDF

Neste texto3 tópicos
  1. Como a obra é feita sem fechar a pista
  2. O que a Caesb está trocando debaixo da terra
  3. Resumo da obra

As quatro passagens subterrâneas de pedestres da Epig, entre o Sudoeste, o Cruzeiro e a Octogonal, já têm fundações e lajes de cobertura concluídas, informou a Agência Brasília nesta quarta-feira (4). Os dois contratos da obra somam R$ 17,28 milhões, e o trânsito segue aberto por cima.

A parte de construção civil, sob responsabilidade da Secretaria de Obras e Infraestrutura, recebe R$ 5,11 milhões. Outros R$ 12,17 milhões são da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), que remaneja uma adutora e redes de esgoto para liberar o espaço dos túneis.

Mulher caminha ao lado de estrutura de concreto da obra na Epig, com a sede da Polícia Civil ao fundo
Estrutura de concreto da obra na Epig; ao fundo, o prédio da Polícia Civil do DFFoto: Agência Brasília

Os túneis ficam a cada 500 metros ao longo da Epig. O primeiro está em frente ao edifício-sede da Polícia Civil do DF e, a partir dali, os demais seguem no sentido do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Cada passagem tem cerca de 120 metros de extensão por 5 metros de largura. Nos acessos, as aberturas chegam a 50 metros de largura e não têm curva de 90 graus, o que dá ao pedestre visão direta de um lado ao outro.

Como a obra é feita sem fechar a pista

A Secretaria de Obras usa o método cut and cover (trincheira coberta), o mesmo aplicado no Túnel Rei Pelé, em Taguatinga. Primeiro saem as paredes e a laje superior; só depois começa a escavação por baixo, a partir das entradas das travessias. O engenheiro Bruno Almeida, da pasta, explica que, com a laje pronta e o trânsito circulando sobre ela, a escavação não exige interrupção nem desvio. Depois vêm pavimentação, meio-fio e acabamentos.

No trecho sob a pista, a estrutura é coberta. Nos canteiros centrais o trajeto é aberto, com taludes, luz natural de dia e iluminação pública reforçada à noite. O projeto liga calçadas, ciclovias e abrigos do novo corredor de BRT, com paradas a cada 500 metros. A mudança conversa com os novos terminais de BRT previstos para cinco regiões do DF.

O que a Caesb está trocando debaixo da terra

A Caesb substitui 1.044 metros de tubulação em polietileno de alta densidade (PEAD). A rede protege subadutoras e adutoras que abastecem o Plano Piloto, Taguatinga, SIA, SCIA e Guará. No esgoto, a companhia adapta 648 metros do interceptor que leva os efluentes do Cruzeiro, do Sudoeste e da Octogonal até a Estação de Tratamento de Esgoto Brasília Sul. Dos R$ 12,17 milhões, R$ 6,98 milhões vão para água e R$ 5,19 milhões para esgoto.

O presidente da empresa, Luís Antônio Almeida Reis, afirma que a companhia montou uma rede paralela à antiga, e por isso o abastecimento não parou. Segundo ele, as interrupções para a ligação final são curtas e marcadas para horários de baixo consumo ou fins de semana. Parte do serviço usa método não destrutivo e o sistema tunnel liner (túnel revestido), que evita abrir grandes valas na superfície e poupa a vegetação.

Arte em 3D de passarela subterrânea de pedestres com calçada e ciclovia, na marcação PCDF
Projeto da passagem em frente à sede da PCDF, com calçada e cicloviaArte: Divulgação/Agência Brasília

Enquanto a primeira passagem, a da Polícia Civil, não é entregue, a travessia continua em nível, por semáforos e paradas de ônibus ajustadas com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob). A Agência Brasília ouviu usuárias da via. A diarista Maria de Lourdes Lucena, 61 anos, moradora do Paranoá, que trabalha no Sudoeste e no Park Sul, descreve a travessia atual como difícil por causa do trânsito intenso e do semáforo demorado, pior à noite. A atendente Maísa Cristina da Luz Carvalho, 28, que mora em Ceilândia, diz esperar uma passagem mais rápida e segura.

Para evitar vandalismo, a Secretaria de Obras estuda instalar pequenos comércios e feiras itinerantes perto dos acessos. A limpeza e a manutenção da drenagem, que já tem etapas concluídas contra alagamento, ficam com a Novacap e a Administração Regional do Sudoeste/Octogonal. Em outra frente de mobilidade, a passagem da 107/108 Norte foi reformada por R$ 350 mil e amanheceu pichada um dia depois.

As novas passagens vão interligar o Sudoeste e a Octogonal ao Parque da Cidade. O comunicado oficial não informa data de entrega nem prazo para a conclusão dos quatro túneis.

Resumo da obra

  • Local: Epig, entre Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal, com a primeira passagem em frente à sede da PCDF.
  • Investimento: R$ 5,11 milhões (Obras) mais R$ 12,17 milhões (Caesb), total de R$ 17,28 milhões.
  • Etapa atual: fundações e lajes de cobertura concluídas; escavação em seguida.
  • Trânsito: sem interrupção nem desvio, segundo a Secretaria de Obras.
  • Fonte: Agência Brasília, com dados da Secretaria de Obras e da Caesb.