De Cara Nova recupera 13 áreas de lixo em Ceilândia; DF soma 29 no ano
Projeto do SLU limpa pontos de descarte irregular, instala pneus pintados e placas, e um novo papa-entulho está previsto para novembro na CNR 1
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O Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU) recuperou 13 áreas de Ceilândia que serviam de ponto de descarte irregular de lixo, dentro do projeto De Cara Nova. Segundo o balanço divulgado pela Agência Brasília nesta terça-feira (27), a iniciativa soma 29 áreas recuperadas em 2026 em Ceilândia, Planaltina, Estrutural, Recanto das Emas, Plano Piloto e Sobradinho.
“Nós resgatamos essas áreas que eram pontos de descarte irregular, onde a população descarta todo e qualquer tipo de resíduo”, afirma o subdiretor de Limpeza Urbana do SLU, Everaldo Araújo.
O que o projeto faz em cada ponto
A ação tem três etapas: retirada dos resíduos, organização do espaço e orientação à população para evitar novos despejos. Depois da limpeza, as equipes instalam pneus reaproveitados, pintados com tinta resistente à água. Os pneus compõem o visual e dificultam a entrada de veículos usados para despejar entulho. Placas explicam o descarte correto.

O volume retirado varia com o tamanho da área. Para Araújo, as equipes tiram de 8 a 10 toneladas por ponto nas áreas menores e de 15 a 20 toneladas nas maiores. O subdiretor também lembra que o lixo acumulado pode entupir bocas de lobo e galerias de águas pluviais, o que causa transtorno aos moradores no período chuvoso.
A hamburgueria que esperou um ano
O caso que abre a reportagem da Agência Brasília é o da CNR 1, no Conjunto Q, em Ceilândia. O empresário Santiago Lucena, de 35 anos, adiou por cerca de um ano a abertura de uma hamburgueria porque, ao lado do imóvel, havia lixo e animais mortos. Com a retirada dos resíduos, ele prepara o estabelecimento e pretende inaugurar em dezembro.
“Deu um incentivo para a gente poder continuar trabalhando e, o mais breve possível, abrir a nossa loja para o público, para a comunidade”, diz Lucena.
A dona de casa Jucelilia Inácio da Silva, de 52 anos, conta que antes tentava impedir o descarte em frente à casa da mãe e precisava combater os ratos que entravam no imóvel. Segundo ela, muita gente chegava de carro de outros locais para deixar lixo. Hoje, relata, “as crianças [brincam] com alegria, no lugar onde era só lixo e rato”, e os moradores ajudam a conservar a área.
Quanto custa e onde descartar
O administrador regional de Ceilândia, Renato Santana, explica que a manutenção da cidade reúne equipes da administração, do SLU e da Novacap. Segundo ele, o SLU gasta cerca de R$ 7 milhões por mês com a limpeza e a retirada de resíduos descartados irregularmente nas ruas da cidade. “O Estado faz a limpeza, faz a manutenção, e, no dia seguinte, aquele espaço está cheio de lixo”, afirma.
Para quem tem entulho, a alternativa é o papa-entulho. Araújo informa que um novo ponto está em construção perto da área recuperada na CNR 1, com abertura prevista para novembro. O DF tem hoje 28 unidades; o SLU prevê inaugurar mais seis ainda neste ano e construir outras nove em 2027. Se todas as entregas saírem como previsto, a rede chegaria a 43 papa-entulhos até o fim do ano que vem. Para o morador, isso significa um ponto legal de descarte mais perto de casa, a alternativa a deixar o entulho na esquina e esperar que o serviço público recolha no dia seguinte.
- O que recebem: pequenos volumes de restos de obras, móveis sem uso, podas e galhadas, sem custo.
- Limite: 1 metro cúbico por pessoa por dia, o equivalente a uma caixa-d’água de mil litros.
- Endereços: no aplicativo SLU Coleta DF ou no site do SLU.
A lista com os endereços e o que cada unidade aceita está no guia do Daqui de Brasília sobre os papa-entulhos do DF. Informações do SLU e da Agência Brasília, publicadas em 27/10/2026.